CARNAVAL


Carnaval de Salvador deve movimentar mais de R$ 2 bilhões e impulsionar geração de empregos

Segundo o secretário Augusto Vasconcelos, expectativa do governo da Bahia é de alta na criação de renda durante a folia

Foto: Maria Eduarda Moreira/MundoBA

 

O secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (Setre), falou na tarde desta quarta-feira (4) sobre as expectativas do governo do Estado para o Carnaval de Salvador em 2026. Para o titular da pasta, a expectativa da gestão é alta em relação a geração de emprego e renda na capital baiana durante o período da folia,

“O Carnaval movimenta só em Salvador mais de R$ 2 bilhões, uma expectativa muito alta na geração de emprego e renda, o turismo tem ampliado, veja que os números da ocupação hoteleira na cidade são superiores aos do ano passado e a nossa expectativa é que não só o Carnaval, mas todas as festas que antecederam, Lavagem do Bonfim, Iemanjá e as outras iniciativas que aconteceram nos eventos de pré-Carnaval já estão movimentando bastante a cidade”, disse o secretário para a imprensa durante o anúncio das ações e serviços do Governo da Bahia para o Carnaval 2026.

Valorização do trabalho

Augusto ainda relembrou que a folia deste ano é o primeira do Pacto Intergovernamental de Promoção do Trabalho Decente, do Empreendedorismo e do Desenvolvimento Econômico no Carnaval, assinado no dia 7 de novembro em uma cooperação entre União, estado e município,com o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

As ações têm foco na inclusão produtiva e na melhoria das condições de trabalho de quem faz parte da cadeia da folia, como cordeiros, ambulantes e catadores, que somam cerca de 20 mil profissionais durante o Carnaval.

“Salvador é a primeira capital, junto com o governo do estado, que assina o pacto do trabalho decente no carnaval. São várias ações planejadas antes, durante e após o carnaval, como a qualificação profissional para catador de material reciclável, cordeiros, ambulantes, músicos, além de outros operadores que atuam no entorno do carnaval” disse o titular da Setre ao relembrar o pacto.

“Sabemos que o carnaval também é a expressão das desigualdades sociais que existem na sociedade, é evidente que isso fica visível no carnaval. Criança dormindo em cima de isopor, porque ambulantes não têm que deixar. Isso é um absurdo, a gente não pode conviver com essa realidade. Por isso que a gente tem agido, junto com o Ministério do Trabalho, buscando também parcerias com a Prefeitura, com o Ministério Público do Trabalho, para que a gente tenha um carnaval que respeite os direitos de todas as pessoas”, acrescentou o secretário.