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Síndico que matou corretora usou verba de condomínio para pagar advogado, diz polícia

Investigação aponta transferência via PIX no valor exato dos honorários; novo procedimento vai apurar possível crime patrimonial

Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

O síndico Cléber Rosa de Oliveira, que confessou ter matado a corretora Daiane Alves Souza, utilizou dinheiro do condomínio para pagar despesas com advogado, segundo a Polícia Civil. A informação foi confirmada pelo delegado André Luiz, responsável pelo caso em Caldas Novas, no sul de Goiás. A defesa de Cléber não se manifestou.

De acordo com a investigação, a análise do celular do síndico identificou um contrato de honorários datado de 17 de janeiro. No dia seguinte, o então presidente da associação do condomínio registrou boletim de ocorrência relatando um PIX feito da conta da entidade para o filho de Cléber, Maykon Douglas de Oliveira, no mesmo valor previsto no contrato.

Segundo o delegado, não houve quebra de sigilo da relação entre advogado e cliente, apenas a constatação da existência do contrato e da transferência correspondente. A suspeita é de que o síndico tenha custeado a própria defesa inicial com recursos do condomínio que administrava.

A Polícia Civil informou que os possíveis crimes patrimoniais serão investigados em procedimento separado, conduzido pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Caldas Novas. O relatório sobre a transferência fará parte dessa apuração.

Cléber foi preso em 28 de janeiro, após confessar o homicídio e indicar o local onde deixou o corpo da vítima, encontrado em área de mata. O filho dele também foi detido, suspeito de obstrução de Justiça. As investigações apontam que o crime foi premeditado e teria sido motivado por conflitos relacionados à administração de imóveis da família da corretora.