BRASIL


Motoristas de aplicativo dizem não se beneficiar com serviço 56% mais caro

Suspeita é que sofisticação dos algoritmos faça Uber e 99 levarem vantagem sobre colaboradores e consumidores

Foto: Divulgação/Uber

 

Os motoristas de aplicativo dizem não se beneficiar com a inflação que atingiu o setor, tornando-o 56% mais caro ao longo do ano passado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Uma reportagem do UOL publicada nesta terça-feira (20) aponta que, entre setembro de 2024 e setembro de 2025, o valor arrecadado por quilômetro rodado pelos motoristas subiu R$ 0,10. “Eles aumentaram para o passageiro o valor da corrida, mas esqueceram de repassar para a gente”, disse um motorista de Uber do Rio de Janeiro.

A suspeita é que a sofisticação dos algoritmos faça Uber e 99 levarem vantagem sobre colaboradores e consumidores. Condições meteorológicas, nível de demanda pelo serviço, domicílio e até nacionalidade do cliente são alguns dos fatores que influenciam na definição dos valores.

Um motorista de Florianópolis ouvido pela reportagem do portal UOL sugere que, quando faz viagem para Balneário Camboriú pelo aplicativo, recebe R$ 2,00 por quilômetro rodado. O caminho da volta, por outro lado, paga R$ 1,10 por quilômetro rodado. “A plataforma vai oferecer um valor abaixo do oferecido a um motorista local porque sabe que eu preciso daquela viagem para voltar à capital”, disse.