BRASIL


Exército dá posse à 1ª mulher no cargo de general na história da Força

Durante solenidade, a general de brigada lembrou que ‘responsabilidade e competência não têm gênero’

Foto: Centro de Comunicação Social do Exército Brasileiro

 

O Exército brasileiro, deu posse, nesta quarta-feira (01), à médica Cláudia Lima Gusmão, primeira mulher a se tornar general na história da Força. A oficial afirmou que a promoção é um reconhecimento por quase 30 anos de trabalho. Durante a solenidade em Brasília, a general de brigada lembrou que “responsabilidade e competência não têm gênero”.

Autoridades classificaram a nomeação como um marco para o país. O ministro da Defesa, José Múcio, destacou que a ascensão de Cláudia reflete mudanças recentes nas Forças Armadas. O ministro citou a ampliação do espaço feminino, incluindo promoções de mulheres à Marinha e à Aeronáutica, além da criação do serviço militar feminino neste ano.

Cláudia Lima Gusmão, natural do Recife, é médica pediatra e ingressou no Exército em 1996. Antes da promoção, comandou o Hospital de Guarnição de Natal e o Hospital Militar de Área de Campo Grande. A general relatou que recebeu a promoção com sentimento de reconhecimento. “É a gratidão de um esforço, de uma trajetória que foi acontecendo aos poucos. Não é tarde nem cedo. Foi o tempo necessário desde a minha entrada até chegar hoje”, afirmou.

Segundo Gusmão, a expectativa é que a presença feminina cresça nos próximos anos. Ele afirmou que, com o ingresso de mulheres no serviço militar e em áreas operacionais, o país deve ver, no futuro, mulheres também no Alto Comando do Exército.

O comandante do Exército, general Tomás Paiva, classificou a promoção como um “avanço histórico”. Paiva afirmou que a integração feminina ocorre de forma gradual, com o objetivo de preparar a estrutura militar para ampliar a presença feminina com segurança e planejamento.

Atualmente, as mulheres representam cerca de 10% do efetivo das Forças Armadas. A meta, segundo o Ministério da Defesa, é dobrar a participação feminina em dez anos, chegando a cerca de 20% do contingente militar.