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Caso Master: PF pede suspeição de Toffoli após encontrar menção do ministro em celular de Vorcaro

Arguição foi encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin, e tramita sob sigilo na Corte

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

A Polícia Federal apresentou uma arguição de suspeição contra o ministro Dias Toffoli no Supremo Tribunal Federal. O pedido foi encaminhado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, responsável por analisar esse tipo de medida.

O documento reúne informações obtidas a partir da extração de aparelhos eletrônicos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. De acordo com apuração da coluna Manoela Alcântara, do Metrópoles, mensagens encontradas no dispositivo mencionam o nome de Toffoli, que é relator do caso no STF.

Na última segunda-feira (9), ao receber o material, Fachin determinou que Toffoli se manifeste no processo, que tramita em sigilo.

Interlocutores ouvidos pela coluna afirmam que o ministro está tranquilo e declarou não haver, no processo, qualquer elemento que o relacione a Vorcaro.

Entre integrantes do Supremo, há o entendimento de que a arguição de suspeição deveria ter sido apresentada pela Procuradoria-Geral da República, responsável por analisar os materiais apreendidos na operação Compliance Zero.

A relatoria de Toffoli passou a ser questionada após a divulgação de que o resort Tayayá, ligado ao ministro, teria mantido relações com fundos relacionados ao Banco Master.

Em nota, o gabinete de Toffoli afirmou que “o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações”. “Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte”, declarou.