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Brasil é beneficiado com acordo do Mercosul e a União Europeia; entenda

O livre comércio e a abertura das negociações entre os países membros tendem a aumentar as exportações brasileiras no futuro

Foto: Reprodução / Freepik

 

Diante da aprovação provisória do acordo entre a União Europeia e o Mercosul nesta sexta-feira (9) para permitir o livre comércio de produtos agrícolas, o Brasil pode ser um dos principais beneficiados. As mudanças de mercado podem ser positivas para as exportações brasileiras de alto valor, já que o país é uma das principais lideranças do bloco sul-americano, e tem no agronegócio uma das principais válvulas de escape para movimentar a economia nacional.

A abertura dos mercados representa para os dois lados a ampliação do livre comércio. Em um cenário onde a China começa a se concentrar como um dos principais compradores da carne bovina brasileira, um dado relevante é que de janeiro até novembro de 2025, as exportações agropecuárias para os europeus resultaram em US$ 22,89 bilhões, de acordo com o sistema do Ministério da Agricultura. Caso o acordo seja assinado após aprovação provisória de hoje, deixam de valer as tarifas para carnes, açúcar, etanol, suco de laranja, café e celulose. As informações foram veiculadas ao portal CNN Brasil.

Mesmo com o mercado europeu sendo mais rigoroso, as perspectivas são boas, é o que afirma o professor Marcos Jank, do Insper Agro. “A União Europeia vê o Mercosul não apenas como parceiro econômico, mas também estratégico em termos de segurança alimentar e geopolítica”, disse Marcos em menção aos padrões de qualidade das exportações brasileiras para o mercado global de alimentos. Os preços também podem aumentar consideravelmente dependendo das oscilações do euro, atualmente cotado a R$ 6,25.

Apesar dos impactos positivos para os membros do Mercosul, Marcos faz um alerta. “A União Europeia não será flexível, e o Brasil precisará transformar exigências em vantagem competitiva. Em um cenário de protecionismo seletivo, a diversificação de mercados deixa de ser opção e passa a ser estratégia central para o futuro do agronegócio brasileiro”, complementa o professor. O principal desafio do Brasil é alinhar a política externa e estratégia comercial, sem se expor a conflitos, avalia ele.