BAHIA


Tesoureira de facção aliada ao CV e comandada por Dada é presa no RJ

Núbia Santos Oliveira é esposa de Wallas Souza Soares, o Patola, braço direito do líder do PCE, um dos 16 fugitivos na ação facilitada pelo ex-deputado federal Uldurico Jr., preso na quinta (16)

Foto: Assessoria/Ministério Público da Bahia

 

Núbia Santos Oliveira foi presa na manhã desta segunda-feira (20), na comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro, sob suspeita de ser uma das principais operadoras financeiras da facção baiana PCE (Primeiro Comando de Eunápolis), ligada ao CV (Comando Vermelho). Núbia é esposa da Wallas Souza Soares, o Patola, aliado de Ednaldo Pereira dos Santos, o Dada, um dos 16 detentos que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis em 12 de dezembro de 2024 e líder do PCE, organização criminosa que atua no sul da Bahia.

Ela é investigada por lavagem de dinheiro e possuía dois mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas e homicídio. Além dela, investigadores prenderam em flagrante um homem que portava um fuzil e apreenderam e drogas.

Na quinta-feira (16), o ex-deputado federal Uldurico Júnior (MDB) foi preso preventivamente sob acusação de ter negociado com Dada uma propina de R$ 2 milhões para facilitar a fuga. As investigações apontam, no entanto, que apenas R$ 300 mil teriam sidos efetivamente pagos a ele. A defesa de Uldurico nega envolvimento com qualquer irregularidade e diz que sua inocência será provada.

Núbia foi detida no âmbito da Operação Duas Rosas 2, deflagrada conjuntamente entre o MP-BA (Ministério Público da Bahia), SSP-BA (Secretaria de Segurança Pública) e as polícias civis baiana e carioca. Entre os alvos contra lideranças de organização criminosa do sul da Bahia, que estavam escondidas na comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro.

Segundo o MP, a ação é resultado de um trabalho contínuo e integrado de investigação e monitoramento por meio das forças de segurança da Bahia e do Rio de Janeiro, cujo objetivo é a captura de 13 foragidos hoje sob a proteção do CV em solo fluminense.

As investigações apontam que os criminosos continuam a exercer papel de liderança e de comando a distância. Mesmo foragidos, eles continuam articulando ações criminosas e mantendo vínculos com o tráfico de drogas e outros delitos.

Nome que batiza a operação, Duas Rosas era um termo usado de forma codificada para designar dinheiro e aparece em diálogos sobre as tratativas, como “as rosas”, “quando as rosas vão chorar” e “choram as rosas”.