BAHIA


Taxas para turistas de até R$ 53,28 começam a valer na Chapada Diamantina em 2026

As novas tarifas também integram as regiões de Vale do Capão e Morro do Pai Inácio, os pagamentos podem ser feitos pelos meios digitais como pix e cartão, ou em dinheiro nos locais de cobrança

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A chegada de 2026 carrega mudanças para o futuro das cidades mais paradisíacas da Bahia, visto que novos preços vão chegar para visitantes e turistas. No município de Palmeiras, na Chapada Diamantina, um projeto de lei que prevê a criação de uma taxa para visitantes foi aprovado pela Câmara Municipal, na última segunda-feira (29). A nova tarifa não afeta os moradores e servirá para melhorar a infraestrutura da região, garantem as autoridades.

Os modelos tarifários variam conforme o período estabelecido pelos visitantes, em épocas de alta demanda o valor será de R$ 13,32 por semana. Mesmo que o turista passe apenas um dia, será cobrada a taxa correspondente ao valor semanal. Para casos que passem de um ciclo semanal, será cobrado o valor de R$ 6,66 por dia, com o preço podendo chegar até R$ 53,28 ao fim da segunda semana. Em dias normais na baixa estação o valor será de R$ 6,66, para feriados o valor cobrado é o mesmo de épocas de maior movimento. As informações são do portal Correio.

As taxas vão passar a valer em 01 de abril de 2026, de acordo com o prazo de 90 dias para regulamentação, e também integram as regiões de Vale do Capão e Morro do Pai Inácio. Os pagamentos podem ser feitos pelos meios digitais como pix e cartão, ou em dinheiro nos locais de cobrança. O modelo é semelhante ao já cobrado em Jericoacoara, atualmente no valor de R$ 41,50, por pessoa, válido por 10 dias.

A notícia boa é que a nova medida prevê isenção para moradores e população de baixa renda, o que configura a cobrança apenas para não residentes e visitantes. Outro detalhe é que as votações para aprovação do projeto de lei que aborda a Taxa de Fomento à Infraestrutura Turística e Sustentável foi realizada de forma acelerada e sem a realização de audiências públicas para discutir o tema.

Os vereadores que votaram a favor da nova norma, argumentam que a arrecadação vai afetar apenas os visitantes e tem como objetivo custear a manutenção dos locais em todas as épocas do ano. Quanto aos moradores, as opiniões estão divididas entre aqueles que apoiam e os que reprovam a ideia.