BAHIA


Subsídio ao diesel não deve reduzir preço em R$ 1,20 na bomba, diz Sindicombustíveis Bahia

Sindicato alerta que impacto será parcial e reforça que postos não definem preços

Foto: Reprodução/Agência Brasil

 

O governo federal anunciou um acordo para conter a alta do diesel diante da crise internacional provocada pelo conflito no Oriente Médio, como consequência da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã. Na Bahia, o governo estadual informou que irá aderir à medida, que ainda depende de publicação oficial.

O presidente do Sindicombustíveis Bahia, Glauco Alves Mendes, afirmou que a entidade apoia iniciativas para reduzir a volatilidade dos preços, mas alertou sobre a expectativa de queda imediata para o consumidor.

“É importante esclarecer que o subsídio anunciado, de R$ 1,20 por litro sobre o diesel importado, não se refletirá diretamente em uma redução de R$ 1,20 no preço da bomba. O impacto real deve ser proporcional ao diesel importado, que, atualmente, representa aproximadamente 25% do volume comercializado no mercado nacional”, disse.

Ele também destacou que nem todo o combustível comercializado será beneficiado pela medida e citou a ausência de grandes distribuidoras no programa.

“Vale ainda salientar que as distribuidoras de combustíveis não compram 100% do diesel com essa nova condição tributária. E, segundo o veiculado na imprensa nacional, as grandes distribuidoras de combustíveis decidiram não participar do programa de subvenção ao preço do diesel, pois o prazo de inscrição para receber subvenção pelas vendas em março se encerrou no dia 31, sem a participação das três maiores distribuidoras do setor, responsáveis por metade das importações privadas do combustível: Vibra, Ipiranga e Raízen”, explicou.

O sindicato também reforçou o papel dos postos na cadeia de comercialização, destacando que não atuam na formação de preços. “O posto é o último elo da cadeia de produção e comercialização. Apenas revende! O cenário que vivenciamos hoje é complexo e precisa ser tratado com responsabilidade. Deve-se analisar toda a cadeia, do poço ao posto, e não transferir a responsabilidade para o último elo. O que não podemos aceitar é culpar o revendedor que não forma preço e não define custos”.

A entidade ainda esclareceu que os postos não compram diretamente da Refinaria de Mataripe (Acelen), nem de importadores, e também não realizam a mistura de biodiesel, etapas que são de responsabilidade das distribuidoras.

Segundo o Sindicombustíveis Bahia, enquanto houver instabilidade no cenário internacional e restrições na oferta, os impactos sobre os preços devem continuar, mesmo após o fim do conflito.