BAHIA


Líder do CV que comandava o tráfico no norte da Bahia é preso em Petrolina

Facção atuava com estrutura hierárquica definida e comando estratégico que ditava ordens de dentro do sistema prisional

Foto: Assessoria/Ministério Público da Bahia

 

Um líder do Comando Vermelho foi preso na manhã desta quinta-feira (5), em Petrolina (PE), acusado de comandar o tráfico drogas na cidade de Senhor do Bonfim e no norte da Bahia. Ele e outros integrantes da facção criminosa foram alvo da terceira fase da Operação Premium Mandatum, deflagrada pelo Ministério Público baiano. Os nomes dos criminosos não foram divulgados pelas autoridades.

Segundo as investigações, o homem apontado como líder da organização foi autuado em flagrante por posse ilegal de armas, mas estava foragido por força de um mandado de prisão por tráfico de drogas. Foram apreendidos com ele espingardas, pistolas, munições e telefone celular.

De acordo com o MP, a facção possui estrutura hierárquica bem definida, com um comando estratégico que ditava ordens de dentro do sistema prisional. Um dos líderes do grupo, mesmo encarcerado, comandava operações violentas, incluindo a ordem para execuções e gerenciava a logística do tráfico de drogas e o comércio ilegal de armas.

As apurações apontam que o e esquema contava com a participação consciente de familiares, que atuavam como facilitadores e cediam suas contas bancárias para pulverizar os valores e dificultar o rastreamento pelas autoridades.

Para o MP, a deflagração da terceira etapa da ação é crucial para desmantelar a cadeia de comando e interromper o fluxo de capital que financiava as atividades criminosas do grupo, que incluem, além do tráfico, homicídios e o comércio de armas.

Na segunda etapa da Premium Mandatum, em março de 2025, foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão na Bahia, nas cidades de Senhor do Bonfim e Juazeiro, além de alvos em Santa Catarina.

À época, os investigados exerciam funções estratégicas na hierarquia do grupo criminoso, atuando como líderes, gerentes e facilitadores do esquema.

As duas primeiras fases resultaram na denúncia de 48 pessoas ligadas ao setor financeiro do esquema e em bloqueio judicial de R$ 44 milhões do grupo criminoso.