BAHIA


Empresário é indiciado por matar gari em MG e pode pegar até 35 anos de prisão

Renê da Silva Nogueira Júnior responde por homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de arma e ameaça

Foto: Reprodução/redes sociais

 

O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, foi indiciado nesta sexta-feira (29) pela morte do gari Laudemir Fernandes, de 44 anos. Ele deve responder por homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de arma e ameaça, crimes que somados podem resultar em até 35 anos de prisão.

A esposa do empresário, a delegada Ana Paulo Lamego Balbino, foi indiciada por porte ilegal de arma, após a investigação apontar que ela tinha ciência de que Renê utilizava o armamento de propriedade dela.

Durante a apuração, os investigadores encontraram no celular de Renê pesquisas sobre as consequências de homicídio, o que contradiz sua versão de que não sabia que o disparo havia atingido alguém. O delegado responsável também afirmou que o empresário tinha fascínio por armas.

O crime ocorreu em 11 de agosto, quando Renê exigiu passagem na rua onde o caminhão de coleta de lixo estava parado. Testemunhas relataram que havia espaço suficiente, mas o empresário insistiu. Ao tentar intervir, os garis foram confrontados por Renê, que sacou a arma e disparou, atingindo Laudemir. A vítima foi socorrida pela Polícia Militar, levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Renê confessou o crime no dia 18 de agosto, durante depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), um dia após seus advogados comunicarem abandono da defesa.

A arma utilizada no homicídio passou por perícia e pertence à delegada, que é investigada pela Subcorregedoria da Polícia Civil por possível negligência na guarda do armamento.

Após o caso, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitou o bloqueio de R$ 3 milhões em bens do empresário e da esposa, medida pedida pela defesa da família da vítima para evitar que valores sejam ocultados antes de possível indenização aos familiares.