BAHIA


Dia mundial do Queijo celebra premiações na Bahia com crescimento na produção de leite

Em 2025, o Festival do Queijo arrecadou R$ 2 milhões em vendas no estado ao receber 25 mil visitantes

Foto: André Frutuôso / Assessoria CAR

 

Em meio à chegada do Dia Mundial do Queijo, na última terça-feira (20), a Bahia celebra um momento de destaque em sua produção. O estado teve avanços positivos no setor de fabricação do laticínio com a conquista de premiações internacionais e o reconhecimento do mercado interno. O sucesso de vendas no setor é impulsionado através da agricultura familiar e do crescimento da produção de leite. Na última década, mais de 90 empreendimentos familiares receberam incentivos do Governo do Estado para fortalecer produtos lácteos.

O incentivo governamental é feito por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), que realiza programas como o Bahia Produtiva e o Pró-Semiárido, para requalificar indústrias e promover eventos no território. Em 2025, o queijo baiano venceu o concurso Mondial du Fromage de Tours, na França, sendo medalha de ouro. Outro prêmio de destaque foi o Concurso Mundial de Queijo, realizado no Brasil, que também premiou o estado.

A produção das queijarias na Bahia possui uma grande variedade de tipos. Os mais famosos são: Requeijão, queijo coalho de vaca e de cabra, queijos fermentados e maturados, além de queijos autorais, com receitas desenvolvidas pelos próprios produtores.

Queijos europeus também são destaque, com variações de muçarela, ricota e parmesão. Na Bahia, um dos grandes eventos é o Festival do Queijo Artesanal, promovido em Salvador desde 2024 para escolher os melhores produtos da região.

A cidade de Várzea Nova é uma das regiões que recebem investimentos do governo do estado na produção de leite. A Cooperativa de Produção Agropecuária de Giló e Região (Coopag), localizada no município, processa atualmente 30 mil litros de leite por dia e beneficia cerca de 400 famílias que produzem diversos tipos de queijo e derivados como iogurte e manteiga.

Segundo João Campos, presidente da Associação Queijo Baiano, a parceria com o estado tem sido fundamental para aumentar a fabricação e as vendas nas regiões. “Vender em Salvador, o maior mercado consumidor da Bahia, é importante sob muitos aspectos. Financeiramente, conseguimos comercializar a produção de todo o mês em poucos dias. Culturalmente, apresentamos produtos genuinamente baianos e entendemos melhor as preferências do consumidor, o que contribui para o fortalecimento do setor”, finaliza o dirigente.