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Produção industrial baiana avançou 3,7% em agosto, aponta pesquisa

As maiores quedas na região ocorreram no Pará, Maranhão, Ceará; As mais positivas, no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul

Foto: Manu Dias/Gov-BA

A produção industrial (transformação e extrativa mineral) da Bahia, ajustada sazonalmente, registrou crescimento de 3,7% em agosto de 2026, em comparação ao mês de julho, quando houve aumento de 0,7%. Na comparação com igual mês do ano anterior, a produção industrial da Bahia recuou 3,0%. No período de janeiro a agosto, a atividade industrial acumulou queda de 4,4% e, no acumulado dos últimos 12 meses, registrou taxa negativa de 3,3%, ambas em relação ao mesmo período anterior. As informações fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM/IBGE), analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

Em agosto de 2026, na comparação com igual mês do ano anterior, sete das 11 atividades pesquisadas assinalaram declínio na produção. O segmento de Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-7,1%) registrou a principal retração, atribuída ao declínio na produção de gasolina e querosene de aviação. Também apresentaram queda: Metalurgia (-19,1%), Produtos de borracha e de material plástico (-5,8%), Indústrias extrativas (-3,6%), Bebidas (-4,3%), Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,2%) e Produtos químicos (-0,3%). Por sua vez, Produtos alimentícios (9,6%) exerceu a maior contribuição positiva, explicada especialmente pela maior fabricação de óleo de soja refinado e resíduos da extração de soja, seguido por Celulose, papel e produtos de papel (1,8%), Produtos de minerais não metálicos (4,8%) e Couro, artigos para viagem e calçados (0,7%).

No acumulado de janeiro a agosto de 2026, em comparação com igual período anterior, a indústria baiana registrou redução de 4,4%, com oito das 11 atividades em declínio da produção: Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-8,0%), com queda atribuída ao declínio na produção da maioria dos combustíveis, especialmente de gasolina e óleo diesel, Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-27,5%), Produtos químicos (-4,8%), Metalurgia (-9,5%), Couro, artigos para viagem e calçados (-14,6%), Produtos de borracha e de material plástico (-2,7%), Celulose, papel e produtos de papel (-1,8%) e Bebidas (-3,6%). Entre os resultados positivos, destacaram-se Produtos alimentícios (6,8%), explicada especialmente pela maior fabricação de leite em pó, cacau ou chocolate em pó e carnes e miudezas de aves congeladas. Outras contribuições positivas vieram de Indústrias extrativas (3,4%) e Produtos de minerais não metálicos (2,9%).

No acumulado dos últimos 12 meses, em comparação com igual período anterior, a taxa é de -3,3%. As retrações ocorreram em Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,5%), Produtos químicos (-7,5%), Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-20,7%), Metalurgia (-7,7%), Couro, artigos para viagem e calçados (-13,9%), Bebidas (-5,0%), Produtos de borracha e de material plástico (-0,8%) e Celulose, papel e produtos de papel (-0,3%). Por sua vez, os resultados positivos foram de Produtos alimentícios (6,1%), Indústrias extrativas (6,1%) e Produtos de minerais não metálicos (2,6%).

Comparativo regional

Na comparação entre agosto de 2026 e o mesmo mês do ano anterior, a produção industrial nacional recuou 1,2%. Entre as localidades selecionadas, as maiores quedas ocorreram no Pará (-19,8%), Maranhão (-11,2%) e Ceará (-7,8%). Em sentido oposto, os avanços mais expressivos foram registrados no Rio de Janeiro (8,3%), Espírito Santo (8,0%) e Mato Grosso do Sul (3,8%).

No período de janeiro a agosto de 2026, oito das 17 localidades registraram taxa positiva. Entre os estados selecionados, destacaram-se os avanços no Espírito Santo (17,7%), em Pernambuco (13,9%) e no Mato Grosso do Sul (7,1%). Os principais recuos ocorreram no Rio Grande do Norte (-10,7%), Maranhão (-6,9%) e Pará (-5,4%). A Bahia acumulou queda de 4,4%.