POLÍTICA


Roma critica exclusão da maioridade penal de PEC e diz que PT só prioriza segurança no discurso

Para o presidente do PL na Bahia, governo Lula adiou uma discussão fundamental para o enfrentamento da criminalidade e o combate à impunidade no país

Foto: Max Haack/Campanha de João Roma

 

O ex-ministro João Roma (PL), candidato derrotado ao Senado, afirmou nesta quinta-feira (5) que a aprovação da PEC da Segurança Pública sem a inclusão da redução da maioridade penal demonstra que o governo Lula (PT) “virou as costas” para uma das principais demandas da população brasileira.

Defensor da medida, Roma disse que o partido do presidente adiou uma discussão fundamental para o enfrentamento da criminalidade e o combate à impunidade no país.

“Mais uma vez, o PT vira as costas para uma demanda da população brasileira. A redução da maioridade penal é uma medida que defendo e considero fundamental para enfrentarmos a criminalidade, combatermos a sensação de impunidade e protegermos nossos jovens do aliciamento do crime organizado”, declarou.

A PEC foi aprovada na terça-feira (3), enquanto as emendas sobre a redução da maioridade penal foram desmembradas para discussão em separado.

Para Roma, a decisão evidencia a distância entre o discurso eleitoral do PT e a postura adotada pelo partido no Congresso.

“O que vimos foi mais uma demonstração de que, para o PT, a segurança pública ganha prioridade no discurso quando há uma eleição pela frente. Na hora de enfrentar temas difíceis e tomar decisões concretas, prevalecem as conveniências políticas”, afirmou.

Roma também cobrou que o Congresso avance na análise da redução da maioridade penal. Segundo ele, a discussão não pode ser continuamente adiada.

“A segurança pública não pode ser tratada como instrumento de marketing eleitoral. É uma questão de Estado, que exige coragem, responsabilidade e compromisso com a vida dos brasileiros. A redução da maioridade penal continuará em discussão no Congresso, e espero que o tema não seja novamente empurrado para depois. A população quer segurança, não promessas que acabam junto com a eleição”.