ELEIÇÕES


Lula terá que remanejar R$ 20 bi do Orçamento para pagar bondades anunciadas às vésperas do 2º turno

Entre as medidas estão a ampliação do Pé-de-Meia para estudantes universitários e criação do Pix MEI

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

O presidente Lula (PT) terá entre seus novos desafio ajustar os cofres do governo para acomodar o pacote de bondades anunciado na reta final da campanha eleitoral.

Segundo a CNN, a equipe econômica do petista estima que será necessário remanejar cerca de R$ 20 bilhões do Orçamento de 2027 para custear as medidas anunciadas. De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento, o ajuste corresponde a pouco mais de 1% das despesas primárias sujeitas ao limite de gastos previsto para o próximo ano.

Entre as medidas anunciadas pelo Executivo estão o reajuste do Bolsa Família e a terceira edição do programa Desenrola, cujos impactos são estimados em R$ 22,7 bilhões e R$ 5 bilhões, respectivamente.

Também será necessário fazer ajustes pelo lado da receita, já que a União deixará de arrecadar R$ 5,3 bilhões em 2027 com o fim das bets.

Além das despesas já contratadas, Lula também precisará acomodar os gastos previstos com as medidas anunciadas por ele próprio durante a sua campanha ao Palácio do Planalto.

Na reta final das eleições, Lula prometeu ampliar o Pé-de-Meia para estudantes universitários e criar o chamado Pix MEI, que prevê transferências de até R$ 5 mil para microempreendedores individuais.

Antes do segundo turno, o presidente também enviou uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê transporte público gratuito aos fins de semana. Para custear a gratuidade, o texto prevê destinar 26,8% do valor reservado às emendas parlamentares. O percentual equivale a R$ 12 bilhões em 2027.