ECONOMIA


Bolsa despenca mais de 10% e interrompe negociações; dólar sobe mais de 12%

É a primeira vez que mecanismo é acionado desde março de 2020, durante a pandemia de coronavírus

Foto: Freepik

 

A Bolsa brasileira acionou o circuit breaker nesta segunda-feira (26), após a vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial levar os ativos brasileiros a apresentar fortes perdas. É a primeira vez que o mecanismo é acionado desde março de 2020, durante a pandemia de coronavírus. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

O circuit breaker é um mecanismo que interrompe temporariamente as negociações na Bolsa em momentos de forte oscilação para baixo. Durante a suspensão, ficam a compra e a venda de ações, derivativos e títulos de renda fixa privada ficam interrompidas para que o mercado se estabilize.

O mecanismo é ativado quando a queda do Ibovespa atinge determinados patamares. Se o índice cair 10% em relação ao fechamento do pregão anterior, as operações são suspensas por 30 minutos. Após a reabertura, se o recuo chegar a 15%, a interrupção dura uma hora. Caso a queda atinja 20%, a B3 pode suspender novamente as negociações por um período que a própria Bolsa definirá.

De acordo com a Folha, durante a manhã, a volatilidade também repercutia em outros ativos. Por volta das 10h20, o dólar disparava 12,04%, a R$ 5,597, enquanto as taxas dos contratos de DI (Depósitos Interfinanceiros), que refletem as expectativas do mercado para os juros futuros, avançavam até 260 pontos-base.

O risco-Brasil, indicador que mede a percepção dos investidores sobre o risco de investir no país, registrava alta de 27% às 10h34 desta segunda-feira (26). A elevação do índice sinaliza uma maior desconfiança do mercado em relação à capacidade do Brasil de honrar seus compromissos financeiros, o que pode encarecer a captação de recursos no exterior por empresas e pelo governo.