SALVADOR


Yacht Clube apura suposta agressão a funcionária por declarar voto em Lula

Mulher teria levado um tapa no rosto após associado perguntá-la em quem apoiaria; diretoria afirma que colaboradora nega ter sido agredida

Foto: Instagram/@yachtclubedabahia

 

O Yacht Clube da Bahia apura a veracidade de relatos de que uma funcionária foi agredida por um associado após declarar apoio ao presidente Lula (PT). A agressão teria ocorrido na tarde de terça-feira (20), na área de estacionamento.

Em áudio que circula nas redes sociais, uma suposta testemunha diz que o homem  desferiu um tapa no rosto da mulher. “Ele chegou para ela e, do nada, perguntou: ‘Você vai votar em quem?’. Ela falou ‘em Lula’, e ele deu um tapa na cara dela. Minha mãe presenciou. Estou muito indignado. Quero ir ao clube, saber quem foi. Quero que ele seja expulso”, afirma a gravação atribuída a um outro associado do clube.

Em nota, o Yacht Clube informou que, ao tomar conhecimento do suposto episódio em suas dependências, iniciou uma apuração interna para verificar os fatos relatados.

O texto afirma que a profissional negou ter sofrido qualquer agressão, e a verificação das imagens não identificou os fatos divulgados.

“A administração realizou um levantamento das informações, ouviu diretamente a profissional envolvida no relato, com o devido cuidado e respeito à sua privacidade, e procedeu à análise das imagens do sistema de monitoramento”, afirma o comunicado.

De acordo com o Yacht Clube a apuração também incluiu consultas às equipes responsáveis pelos setores envolvidos, sem que fossem identificados registros ou relatos que confirmassem a ocorrência. “Dessa forma, após a verificação por diferentes meios, não foram encontrados, até o momento, elementos que confirmem a agressão relatada”.

A diretoria do clube diz reafirmar seu compromisso com a segurança, o respeito e o bem-estar de seus colaboradores, associados e visitantes, repudiando qualquer forma de violência ou discriminação.

“A instituição seguirá tratando o assunto com a seriedade e a responsabilidade necessárias, tendo como prioridade a proteção, a privacidade e a dignidade das pessoas envolvidas”, acrescenta a nota.