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Lula defende saidinha de presos com bom comportamento: ‘É injusto não sair para ver a família’

Durante debate da Band, o presidente também provocou o senador Flávio ao comentar indulto a Bolsonaro

Foto: Ricardo Stuckert

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a saída temporária de presos do regime semiaberto durante o debate da Band, realizado nesse domingo (18). Ao abordar o tema, Lula também provocou o adversário Flávio Bolsonaro (PL), que já declarou a intenção de conceder indulto ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

“Esse cidadão que estava falando esse dia que se ele um dia for presidente, ele vai dar indulto para o pai. Ele não pode dar indulto para uma pessoa só, ele vai ter que liberar todo mundo, inclusive o Vorcaro. Inclusive, o Vorcaro vai ter que liberar. Não é porque um cidadão saiu e cometeu um erro que você vai punir milhares de pessoas que conquistaram o direito de sair diante da justiça brasileira”, declarou Lula.

O presidente argumentou que a saída temporária pode contribuir para a ressocialização de detentos que apresentam bom comportamento. “Se a pessoa tiver tido um comportamento decente, se a pessoa estiver se recuperando, é injusto que a pessoa não saia para ver a sua família. Afinal de contas, o sistema prisional é feito na perspectiva de recuperar as pessoas. E, portanto, eu acho que as pessoas precisam ser recuperadas mesmo. É esse o trabalho que a gente tem que fazer. Agora, aquele que cometeu crime hediondo, isso não sai”, acrescentou.

Em 2024, o Congresso aprovou uma lei que restringiu a saidinha. Lula vetou o trecho que acabava com a saída para visitar a família, mas deputados e senadores derrubaram o veto. Desde então, a saída temporária só é permitida para presos do regime semiaberto que estudam.

Ao citar o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, Lula provocou Flávio, associando a discussão sobre indulto ao alcance que uma eventual medida poderia ter para outros condenados. A concessão de indulto, no entanto, não significa a liberação automática de todos os presos, pois depende das condições e dos critérios estabelecidos para cada medida.