POLÍTICA


Tarifa zero aos fins de semana pode custar R$ 10 bilhões, estima governo Lula

PEC que prevê gratuidade no transporte público deve ser enviada ao Congresso nesta semana

Foto: Reprodução/Redes sociais

 

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concluiu os estudos técnicos sobre os custos da proposta de gratuidade no transporte público em todo o país e a estimativa inicial é de que a medida, anunciada pelo presidente a poucos dias das eleições, tenha impacto de cerca de R$ 10 bilhões.

O cálculo, no entanto, é considerado complexo por aliados do governo. Entre os fatores que precisam ser avaliados estão as cidades que já oferecem transporte gratuito aos sábados, domingos e feriados, como São Paulo, Belo Horizonte e Maceió, além da necessidade de ampliar as frotas para atender ao possível aumento da demanda.

A proposta inicial do governo é financiar integralmente a tarifa zero com recursos de emendas parlamentares. Integrantes da base governista, porém, admitem que as discussões no Congresso possam incluir outras fontes de receita. A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê a medida já está finalizada e deve ser encaminhada ao Legislativo nesta semana. Apesar disso, a expectativa é de que a tramitação só avance após o segundo turno das eleições.

O coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Tarifa Zero, Jilmar Tatto (PT), procurou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), com o aval do governo Lula, para solicitar a relatoria da proposta. Tatto foi um dos responsáveis por convencer a campanha petista a anunciar a medida e afirmou à CNN Brasil que o partido considera a gratuidade aos fins de semana um “primeiro passo”.

“Depois que der certo a gratuidade aos finais de semana, vamos falar sobre tarifa zero para quem está no CadÚnico, quem é estudante, até a gente universalizar essa política”, declarou o deputado.

Segundo Tatto, o Palácio do Planalto pretende apresentar a iniciativa como um “SUS do Transporte Público”. A comparação considera a necessidade de reformular o financiamento do setor, a exemplo do que ocorreu na saúde com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS).

A estimativa do governo, porém, é inferior à apresentada pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). De acordo com a entidade, a gratuidade custaria R$ 20 bilhões por ano, considerando 52 sábados, 52 domingos e 11 feriados nacionais.

Com informações da CNN Brasil