ELEIÇÕES


TSE aceita pedido para desvincular canal ‘Exército do Lula’ da campanha petista

Coligação alegou que o grupo de WhatsApp, administrado por André Janones, não recebe recursos nem orientação da campanha do presidente

Foto: Luiz Roberto/TSE

 

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, acatou um pedido da coligação Brasil Pronto pra Mais para que o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), seja desvinculado da campanha do presidente.

O pedido teve como base as novas regras estabelecidas pela Corte no mesmo dia, que determinam quais canais administrados por apoiadores podem ser considerados parte da estrutura eleitoral de uma candidatura.

Na petição, a coligação sustenta que o canal “Exército do Lula” não recebe recursos financeiros, equipamentos, serviços ou apoio de profissionais da campanha do petista.

Também nega que a candidatura determine o conteúdo das publicações ou direcione usuários ao espaço por meio de seus perfis oficiais.

Na última terça-feira (13), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que o canal continuasse suspenso até ser registrado na Justiça Eleitoral e atender às exigências estabelecidas. No mesmo dia, a campanha de Lula informou o endereço do canal no registro da candidatura.

Na nova petição, a coligação afirma ter cumprido a determinação, mas considera o registro provisório e solicita que a decisão seja reavaliada.

O caso teve início após Flávio Bolsonaro (PL) acionar o TSE, acusando o canal de envolvimento em abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.

A regulamentação aprovada nesta sexta-feira busca padronizar os critérios aplicáveis a espaços digitais vinculados a campanhas eleitorais. O canal “Exército do Lula” voltou a funcionar na quarta-feira (14), após a determinação de Nunes Marques.