ELEIÇÕES


Janones pede ao TSE retomada do canal ‘Exército do Lula’ no WhatsApp

Defesa contesta suspensão por 48 horas e questiona diferença de tratamento em relação a canais ligados à campanha de Flávio Bolsonaro

janones

Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

 

A defesa do deputado federal André Janones (Rede) pediu ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que reconsidere a decisão que manteve suspenso temporariamente o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. Os advogados querem a retomada imediata da ferramenta, com liberação para novas publicações e entrada de seguidores.

Na terça-feira (13), Nunes Marques reconheceu o registro do canal pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas determinou que a ferramenta aguardasse 48 horas antes de voltar a funcionar, conforme regra do TSE. A medida ocorreu após a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) questionar o canal na Justiça Eleitoral, sob alegação de disseminação de desinformação.

Coordenado por Janones, o “Exército do Lula” reúne mais de 4 milhões de inscritos e compartilha áudios, vídeos e orientações para apoiadores do presidente. No pedido, a defesa argumenta que a ferramenta é uma iniciativa autônoma de apoiadores e afirma que o canal já havia sido informado no registro de candidatura de Lula.

Os advogados também questionam o que consideram tratamento desigual em relação a canais ligados à campanha de Flávio. Entre os exemplos citados estão o “Tropa do Flávio BR”, registrado pela campanha do senador, e um canal mantido pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL).

“[Nikolas Ferreira e outros políticos] mantêm canais com dezenas de milhares de inscritos no WhatsApp e dezenas de milhões de seguidores nas redes, distribuindo ostensivamente propaganda eleitoral da chapa de Flávio Bolsonaro, sem que esses canais jamais tenham sido declarados no registro de candidatura e sem sofrerem nenhuma medida restritiva de funcionamento”, afirmam os advogados.

Caso Nunes Marques não reveja a decisão, a defesa pede que o processo seja encaminhado com urgência ao plenário do TSE. Os advogados também acionaram o corregedor da Corte, ministro Villas Bôas Cueva, por entenderem que cabe a ele analisar os pedidos relacionados ao canal.