POLÍTICA


Daniel Vorcaro nega comandar exploração de mulheres em suposta rede de prostituição

Mensagens do celular apreendido indicam investimento de ao menos R$ 4,3 milhões no esquema, segundo reportagem do portal UOL

Foto: Polícia Federal

 

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro negou explorar mulheres sexualmente e e diz não reconhecer mensagens que o ligam a uma rede de prostituição. O dono do Banco Master se manifestou por meio de nota divulgada nesta terça-feira (13).

“Nego veementemente que tenha, em algum momento, explorado ou desrespeitado mulheres. Isso não é da minha índole. Na verdade, a falsa narrativa criada é exatamente o oposto do que sou, o que pode ser confirmado por qualquer mulher que me conheceu ou com quem me relacionei”, afirmou Vorcaro no texto, assinado por ele próprio.

Reportagem publicada pelo UOL divulgou conversas encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro que apontam seu suposto envolvimento no gerenciamento de uma rede de prostituição com mulheres estrangeiras.

Segundo a publicação, Vorcaro estruturou e financiou, como sócio oculto, uma rede de prostituição internacional a partir de 2023. Os valores alocados no negócio somam ao menos R$ 4,3 milhões, e a rede contava com intermediários, recrutamento ativo de mulheres estrangeiras e uma casa noturna em São Paulo.

Vorcaro também rechaçou as acusações e classificou o vazamento de conversas como uma manipulação criminosa de conteúdos fora de contexto.

“É absurdo ver frases pinçadas, conversas, áudios e prints descontextualizados falarem por mim, enquanto permaneço preso e sem o direito de falar oficialmente. Além de expor indevidamente minha intimidade e violar minha privacidade, esses vazamentos colocam em risco a segurança da minha família e apresentam à sociedade uma história enviesada, sujeita ao uso político e à manipulação da opinião pública”, disse.

Sem citar diretamente uma tentativa de delação premiada, Vorcaro afirma ter a intenção de colaborar com as investigações. Ainda de acordo com ele, a manipulação de mensagens privadas obtidas de forma ilícita ofusca problemas reais e será “objeto de responsabilização cível e criminal no seu devido tempo”.

“Reitero que quero falar de forma objetiva e transparente sobre todos os assuntos investigados e todas as minhas relações. Sei da importância desses esclarecimentos e quero prestá-los com responsabilidade, pelas vias adequadas e com respeito ao devido processo legal.”

A Polícia Federal apura suspeitas de crimes relacionados à exploração sexual e pretende pedir a abertura de um inquérito sobre o tema.