ELEIÇÕES


Meta nega operar para favorecer ou prejudicar candidatos

Documento, enviado na segunda-feira (12), atende a uma determinação do ministro Marco Aurélio Bellizze

Foto: Reprodução/Meta

 

O Grupo Meta, responsável pelo Facebook e Instagram, encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclarecimentos sobre restrições à circulação de conteúdos da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A empresa negou estar operando seus sistemas para favorecer determinados candidatos. A informação é da coluna de Manoela Alcântara, do portal Metrópoles.

De acordo com a publicação, o documento, enviado na segunda-feira (12), atende a uma determinação do ministro Marco Aurélio Bellizze, que fixou um prazo de 48 horas para que a companhia explicasse sobre a rede de 255 perfis automatizados no Instagram.

A ação foi apresentada pela campanha de Lula, que denunciou uma sequência de episódios classificados pela empresa como “problemas técnicos”.

Segundo a coligação Brasil Pronto pra Mais, no entanto, essas falhas estariam afetando de forma desproporcional o desempenho digital do candidato petista.

Ao TSE, a Meta afirmou que não tem responsabilidade sobre o conteúdo algorítmico.

“O Facebook Brasil repudia categoricamente tal premissa. A afirmação é falsa, não está demonstrada e não resiste ao confronto com os fatos e com os dados objetivos adiante apresentados — razão pela qual não poderia ficar relegada a um tópico posterior: dela depende a correta leitura de todos os esclarecimentos técnicos que se seguem”, argumentou.

“Vale dizer: a mesma narrativa de favorecimento do adversário é invocada, simultaneamente, pelos dois polos da disputa — o que apenas confirma que se está diante de impressão subjetiva difusa, e não de conduta direcionada”, acrescentou a empresa.

De acordo com a Meta, a não há favorecimento para candidatos, partidos ou coligações.

“A isonomia eleitoral assegura regras uniformes de acesso e tratamento, não equivalência artificial de resultados. O que a inicial efetivamente postula — promoção artificial do alcance de um campo político — é precisamente o que romperia a isonomia que diz pretender restaurar, e o que a disciplina eleitoral veda”, diz.

A decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze também determinou a preservação de registros técnicos de moderação, publicidade e distribuição de conteúdos.