ELEIÇÕES


Deputado cria guia para voto no exterior após abstenção de 62,69% no primeiro turno

Iniciativa de Luiz Philippe reúne 225 locais de votação em 133 países para mobilizar eleitores fora do Brasil

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O deputado federal Luiz Phillip de Orleans e Bragança (PL) criou uma lista digital com 225 locais de votação em 133 países para orientar eleitores brasileiros no exterior. A medida responde ao índice de abstenção de 62,69% registrado fora do país no primeiro turno das eleições.

Em seu site oficial, o parlamentar justificou a ação para engajar a comunidade internacional. “A participação dos brasileiros no exterior é fundamental. O futuro do Brasil também é decidido por quem, mesmo longe, continua acompanhando e se importando com o pais”, declarou em sua página.

Na apuração das 1.351 seções fora do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva (PT) liderou com 47,57% dos votos (157.387 votos). Em contrapartida, Flávio Bolsonaro (PL) obteve 43,49% (143.900 votos).

As urnas no exterior fecharam sem a participação de 574.345 eleitores. O volume de ausências representou 62,69% do total de 916.534 cidadãos aptos a votar fora do país.

Em Lisboa, maior colégio eleitoral no exterior com 78.607 aptos, 49.964 eleitores não compareceram, o que gerou abstenção de 63,56%. Nos votos válidos na capital portuguesa, Lula venceu com 53,51% (14.948 votos), enquanto Flávio recebeu 37,76% (10.548 votos).

Nova York registrou 73,98% de abstenção entre os 38.953 eleitores cadastrados. Na cidade norte-americana, Flávio recebeu 47,36% dos votos (4.684 votos), enquanto Lula obteve 46,20%.

Outras zonas exibiram cenários variados, como Georgetown, onde apenas 53 dos 178 aptos votaram, com 43 votos para Flávio e sete para Lula. Em Damasco, na Síria, a abstenção atingiu 84,77%, com comparecimento de 118 dos 775 eleitores, dos quais 97 votaram em Lula e sete em Flávio.

Problemas o cadastro eleitoral também impactaram a votação em Londres. Ao menos 50 eleitores compareceram à seção britânica e descobriram a transferência do registro para Edimburgo, localizada a cerca de 600km ao norte.

Um dos afetados relatou que sempre residiu em Londres, sem solicitação de alteração do domicílio eleitoral. A constatação do equívoco ocorreu apenas no momento da tentativa de voto.