POLÍTICA


Filha de Luiz Fux é cotada para vaga no STF em eventual governo de Flávio Bolsonaro

Desembargadora do TJ-RJ estaria entre os nomes avaliados para futuras indicações ao Supremo

Foto: Fellipe Sampaio/STF

 

Em caso de vitória na eleição presidencial, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL)  teria a desembargadora Marianna Fux entre os nomes avaliados para futuras vagas no Supremo Tribunal Federal (STF). A informação é da coluna de Juliana Dal Piva, do ICL Notícias.

Segundo a publicação, Marianna poderia ser considerada a partir de abril de 2028, quando o ministro Luiz Fux, pai da desembargadora, deverá se aposentar compulsoriamente ao completar 75 anos. Atualmente, a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso segue sem substituto após o nome de Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), ter sido rejeitado pelo Senado.

Se eleito, Flávio Bolsonaro poderá indicar até quatro ministros para o STF. Além da vaga atualmente aberta, Luiz Fux deve se aposentar em 2028, Cármen Lúcia em 2029 e Gilmar Mendes em 2030. Ainda segundo a coluna, a expectativa nos bastidores é de que Jorge Oliveira, antigo amigo de Jair Bolsonaro, seja escolhido para a primeira vaga disponível. Marianna Fux seria considerada posteriormente, possivelmente para a cadeira de Cármen Lúcia.

Trajetória no Tribunal de Justiça do Rio

Marianna Fux ocupa uma cadeira de desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) há dez anos. Ela tomou posse em 14 de março de 2016, aos 35 anos, em uma vaga destinada à advocacia pelo quinto constitucional, tornando-se, na ocasião, a magistrada mais jovem a ser nomeada.

A escolha ocorreu após um processo que durou cerca de um ano e meio e teve contestações. Em setembro de 2014, a candidatura de Marianna foi impugnada sob a alegação de que ela não havia comprovado os dez anos de exercício da advocacia exigidos para a vaga. O primeiro documento apresentado pelo escritório em que trabalhava foi rejeitado pela Ordem, mas a candidatura acabou sendo liberada posteriormente.

Reportagem da Folha de S. Paulo, publicada em 2013, apontou que a atuação de Marianna registrada no TJ-RJ, à época, não passava de seis processos. Um deles tratava de extravio de bagagem e os demais envolviam espólio e dano moral. Naquele período, ela tinha graduação em Direito pela Universidade Cândido Mendes e um curso de extensão de quatro meses na Fundação Getulio Vargas.

Em 7 de março de 2016, Marianna foi a mais votada pelos desembargadores para integrar a lista tríplice, com 125 dos 180 votos. O então governador Luiz Fernando Pezão a nomeou cerca de duas horas depois.