ELEIÇÕES


Ala do STF vê Alcolumbre enfraquecido após derrotas no Amapá

Senador pode perder disputa pela presidência do Senado em 2027 e enfrentar dificuldade para se reeleger em 2030, segundo avaliação de ministros

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

 

Uma ala do STF avalia que Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) está enfraquecido e enfrenta dois riscos após o resultado das eleições: perder a disputa pela presidência do Senado em 2027 e ter dificuldade para se reeleger senador em 2030. No primeiro caso, a nova composição da Casa, mais à direita, pode favorecer candidaturas como a de Rogério Marinho (PL-RN); no segundo, o senador perdeu força em seu principal reduto eleitoral.

A avaliação leva em conta as derrotas do grupo de Alcolumbre no Amapá. Dr. Furlan (PSD) foi eleito governador com 62,75% dos votos, derrotando Clécio Luís (União Brasil), aliado do presidente do Senado. Para as duas vagas ao Senado, foram eleitos Rayssa Furlan (Podemos), esposa do governador eleito, e Lucas Barreto (PSD). A candidata apoiada por Alcolumbre, Allyne Serrão (União Brasil), terminou em quinto lugar, com 9,68%, enquanto Randolfe Rodrigues (PT), aliado do senador, também não se elegeu.

No cenário nacional, o PL elegeu 19 senadores e terá a maior bancada da Casa, com 28 integrantes a partir de 2027. Segundo a ala do STF, o fortalecimento da direita pode dificultar a articulação de Alcolumbre pela reeleição à presidência do Senado. A longo prazo, a mudança na correlação de forças no Amapá também pode dificultar sua tentativa de renovar o mandato de senador em 2030.