ELEIÇÕES


João Roma diz que mudanças de regra em debate da Globo configuram ‘interferência judicial’

Programa foi cancelado após decisão do TSE proibir que púlpito de Lula ficasse vazio

Foto: Assessoria/Max Haack

 

O candidato ao Senado João Roma (PL) criticou as decisões judiciais que alteraram as regras do debate presidencial da TV Globo, previsto para quinta-feira (1º). Para Roma, o episódio configura “interferência judicial” e representa um alerta sobre a atuação do Judiciário no processo eleitoral e o respeito às regras previamente acordadas pelas campanhas.

“O que aconteceu é muito preocupante. Houve uma grave e perigosa tentativa de interferir no jogo democrático. Não é saudável que regras conhecidas pelas campanhas sejam alteradas por sucessivas decisões judiciais a poucas horas de um debate”, afirmou.

O debate foi cancelado após a ministra do TSE Estela Aranha proibir a TV Globo de exibir o púlpito vazio reservado ao presidente Lula (PT) durante o programa.

Segundo Roma, as mudanças prejudicaram diretamente Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, e produziram insegurança jurídica na reta final da eleição.

“Nosso candidato Flávio Bolsonaro foi prejudicado por toda essa situação. E quem também perdeu foram milhões de brasileiros que ficaram sem mais uma oportunidade de conhecer suas propostas, comparar ideias e ouvir diretamente aqueles que pretendem governar o país”, declarou.

Roma ressaltou que o Judiciário tem um papel indispensável na preservação da democracia, mas afirmou que essa responsabilidade exige equilíbrio, previsibilidade e imparcialidade. O candidato também defendeu a liberdade de imprensa e a autonomia dos veículos para organizar debates dentro dos limites da legislação.

“Debate eleitoral não pertence a um candidato, a um partido ou a uma emissora. É um instrumento do eleitor, que tem o direito de conhecer propostas, confrontar ideias e avaliar quem pretende governar o país”, disse.

Na reta final da campanha, Roma afirmou que o sentimento de mudança que encontra nas ruas da Bahia também expressa a busca da população por segurança, equilíbrio e confiança nas instituições.

“Por onde tenho passado pela Bahia, tenho ouvido das pessoas um desejo de mudança, de mais equilíbrio, segurança e confiança no futuro. É essa vontade que nos move e que vamos levar às urnas”, destacou.

“Democracia se faz com regras claras. Eleição se decide com voto, ideias e liberdade. Vamos mudar a Bahia e mudar o Brasil”, concluiu.