POLÍTICA


EUA na eleição brasileira: Jornal americano aponta apreensão com influência externa

Autoridades brasileiras e o TSE ampliam auditorias no processo eleitoral após movimentações políticas em Washington

Imagem: reprodução / The New York Times

A eleição presidencial no Brasil entrou na pauta política externa dos Estados Unidos devido À disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Reportagem do jornal The New York Times, publicada na segunda-feira (28) e atualizada na quarta-feira (30), aponta que o governo brasileiro monitora ações em Washington.

Na terça-feira (29), o presidente Lula afirmou que o governo norte-americano não deve interferir no pleito nacional. O chefe do Executivo defendeu a soberania do país sem apresentar provas de ações diretas dos Estados Unidos.

Assinada por Ana Ionova e Adam B. Ellick, a matéria indica que Donald Trump não declarou apoio público a Flávio Bolsonaro. Contudo, a campanha do senador e o Departamento do Estado americano não responderam aos pedidos de comentários do jornal.

O texto relata que perfis da direita norte-americana divulgaram projeções da plataforma Polymarket favoráveis ao candidato de oposição. A empresa recebeu investimentos de uma firma ligada a Donald Trump Jr., e seus números divergiam das pesquisas eleitorais brasileiras.

A reportagem também relaciona o cenário às reservas de minerais estratégicos no território brasileiro. Um documento produzido por um aliado de Flavio Bolsonaro (PL) citava a concessão de acesso a esses recursos em troca de apoio, alegação negada pela campanha do parlamentar.

Diante do cenário informacional, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou as regras sobre inteligência artificial e desinformação para as eleições de 2026. A Corte criou um conselho consultivo de integridade e definiu, em agosto, novos procedimentos de fiscalização das urnas.

Levantamento citado pelo jornal mostra que 34% dos brasileiros declaram desconfiança no sistema eletrônico de votação. Na Assembleia Geral das Nações Unidas, Lula declarou que O brasil não aceitará o status de área de influência de outra nação.

A publicação cita o histórico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pela Justiça brasileira por tentativa de golpe de Estado após questionar o pleito de 2022. O New York Times conclui que o impacto de eventual atuação externa sobre a decisão dos eleitores permanece incerto.