POLÍTICA


Lideranças evangélicas defendem Flávio Bolsonaro e acusam Lula de disseminar fake news

Cimeb afirmou que notícia sobre retirada do título de padroeira do Brasil busca atingir o candidato à Presidência

Foto: Agência Senado e Palácio do Planalto

 

Lideranças evangélicas saíram em defesa do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, em meio à repercussão de uma notícia falsa que associa o senador a uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (28), o Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb) acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus apoiadores de promoverem fake news contra o candidato.

A entidade afirmou repudiar a utilização da informação para atingir um adversário político e provocar uma disputa religiosa. “Evangélicos e católicos vivem em paz. Não existe nenhuma iniciativa por parte de líderes evangélicos, junto a nenhuma candidatura, para promover o cancelamento de feriados ou cultos de qualquer religião”, diz o documento.

Criado pelo pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, o Cimeb afirma reunir mais de 10 mil pastores de diferentes denominações. Além de Malafaia, assinam o comunicado César Augusto, Robson Rodovalho, Estevam Hernandes, Samuel Câmara, Galdino Júnior, Jabes de Alencar, Teó Hayashi, Cláudio Duarte, Luiz Hermínio, Ezequiel Teixeira, Paulo Roberto, Marcus Gregório e Simonton Araújo.

A manifestação ocorre a seis dias do primeiro turno, após a notícia falsa sobre Nossa Senhora Aparecida passar a ser explorada por adversários de Flávio. O candidato nega ter proposto a retirada do título de padroeira do Brasil ou o fim do feriado de 12 de outubro. Nesta segunda, em meio à crise, Flávio participa do Santo Flow, podcast católico.