ECONOMIA


Trabalho homeoffice estagna em 7,9% no Brasil e modalidade presencial avança em 2025

Atuação presencial recupera espaço nos estabelecimentos do país

Foto: Divulgação/Ilustrativa/Assessoria

Em 2025, o percentual de trabalhadores ocupados em home office no Brasil ficou em 7,9%, com estabilidade em relação a 2024. Os dados pertencem à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento abrange empregados do setor privado e possui série histórica iniciada em 2012. Houve queda de cerca de 0,5 ponto percentual no trabalho remoto em comparação com 2022, o que aponta desaceleração da modalidade após a pandemia de Covid-19.

O modelo presencial permanece como o principal meio de trabalho da maioria da população. Em 2025, a atuação em estabelecimentos físicos do próprio empreendimento subiu para 60,2%, ante 59,4% em 2024.

Em 2012, esse indicador somava 62,7%, caiu para 58,6% em 2019 e atingiu 57,9% em 2022, com recuo total de apenas 2,5% desde o início da série. Outros 9,35 atuam em locais designados pelo empregador, fazendas, vias públicas ou veículos automotores.

Apesar da estabilização recente, o trabalho em domicílio acumula expansão em home office com 8,6%. O Sudeste registrou 8,2%, seguido do Norte (7,5%), Centro-Oeste (7%) e Sul (6,5%).

Pesquisa da consultoria LCA4intelligence, obtida pela CNN Brasil, indica queda nos anúncios de ofertas remotas na plataforma Gupy desde fevereiro de 2022. O menor patamar ocorreu em novembro de 2024, quando o índice ficou 0,54% acima da média de 2019.

O cenário brasileiro difere dos Estados Unidos, onde metade da população ocupada atuou em regime híbrido em 2025. Segundo a empresa de pesquisas Gallup, a taxa de trabalhadores norte-americanos no esquema híbrido passou de 32% antes da pandemia para 55% em 2025.

No mercado estadunidense, os postos presenciais caíram de 60% para 19%. No mesmo período, o trabalho estritamente remoto subiu de 8% para 26%.