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ACM parece garçom cobrando 10% do Master, diz Rui Costa sobre relato de Vorcaro

Candidato ao Senado defendeu investigação sobre suspeitas envolvendo contratos com administrações do União Brasil

Foto: Adriel Francisco/Assessoria

 

O ex-ministro da Casa Civil e candidato ao Senado Rui Costa (PT) afirmou nesta quarta-feira (16) que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) “parece um garçom” ao supostamente receber 10% em comissões decorrentes de valores investidos por institutos de previdência e outras entidades no Banco Master, conforme veiculou reportagem do portal UOL com relato de Vorcaro em proposta de delação premiada.

Segundo a publicação, Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, também teria recebido o mesmo percentual em vantagens indevidas para ajudar a captar cerca de R$ 2 bilhões para a instituição comandada por Daniel Vorcaro. ACM Neto classificou as acusações como “fantasiosas e mentirosas”, enquanto Rueda negou irregularidades e afirmou que os contratos citados são lícitos.

Para Rui Costa, as suspeitas devem ser investigadas. “Tem denúncia de Vorcaro que pagou R$ 200 milhões a ACM Neto e a Rueda. Que eles cobravam 10% para botar as prefeituras e os governos do Estado do União Brasil, eles cobravam um percentual de 10%. Parece um garçom, cobrando 10%”, afirmou Rui Costa em entrevista à Rádio Piatã FM, de Salvador.

“Por que que as prefeituras do União Brasil permitiram, sem licitação, que o Banco Master fizesse empréstimo?”, questionou o petista.

Ao tratar das acusações durante a entrevista, Rui disse, porém, não estar atestando a veracidade das suspeitas, mas defendeu a apuração dos fatos. “Eu não estou afirmando nada.”

Um anexo da proposta de delação trata especificamente da “captação de recursos públicos promovida por Antônio Carlos Magalhães Neto e Antônio de Rueda”. Vorcaro disse que os pagamentos para os dois eram constantes.

Vorcaro também afirmou que foi criada uma espécie de “conta corrente” para controlar os valores devidos aos dirigentes do União Brasil.

“Uma vez que ACM Neto e Antônio de Rueda intermediaram diversos negócios para o Banco Master, como o Credcesta, captação de investidores institucionais e intermediação junto ao BRB, sempre mediante o pagamento de vantagens indevidas, ambos passaram a ter uma espécie de conta corrente gerencial de valores a receber junto ao Banco Master”, diz trecho da proposta de delação de Vorcaro.

Fotos: Diego Mascarenhas/Divulgação