ELEIÇÕES


Jerônimo defende Wagner e secretário sob suspeita de receber propina no caso Master

Governador afirmou que senador e secretário estão à disposição da Justiça e que não foram condenados

Foto: Reprodução/Instagram

 

O governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) saiu em defesa nesta segunda-feira (14) do senador Jaques Wagner e de Eduardo Mendonça Sodré Martins, secretário de Meio Ambiente da Bahia, ambos investigados sob suspeita de receber valores indevidos repassados pelo empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Enteado de Wagner, Sodré é dono da BN Financeira Ltda., que recebeu repasses de R$ 3,5 milhões da PLK One Participações, firma vinculada à operação Credcesta.

“Ele [Sodré] foi citado no caso, está respondendo. Não foi condenado. Contribuiu bastante para a política ambiental do Estado. A mesma situação vale para Jaques Wagner, meu companheiro e chapa. Ele tem respondido e se colocado à disposição da Justiça. É para fazer aquilo que todos têm que fazer: ‘abre as contas'”, declarou Jerônimo em entrevista à TV Bahia.

“O Jaques Wagner tem uma herança muito positiva no estado da Bahia. Foi o primeiro governador que abriu as portas da democracia. Eles estão respondendo. Estão se colocando à disposição dos advogados”, disse o governador.

Sodré, a esposa dele, Bonnie Bonilha, e Wagner foram alvos de mandados de busca e apreensão na nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em junho deste ano. Ele não se manifestou publicamente.

As investigações indicam que a BN Financeira foi constituída como microempresa, com capital social reduzido e sem aparente estrutura operacional compatível com os valores movimentados.

Relatórios da Polícia Federal apontaram relações entre o ex-líder de Wagner e Augusto Lima, com quem o petista trocou 74 ligações entre novembro de 2023 e maio de 2025, somando cinco horas e 30 minutos de conversa.

A PF diz haver indícios de que Wagner recebeu vantagens econômicas de gestores do Master em possível contrapartida à atuação parlamentar em temas de interesse da instituição. O senador nega irregularidades e disse que provará sua inocência.

Nas investigações, a PF observou que o senador e o banqueiro tinham “nítida preferência” por conversas telefônicas, em vez de mensagens. A investigação aponta ainda que eles chegavam a se falar várias vezes no mesmo dia. Os diálogos ocorreram entre novembro de 2023 e maio de 2025.