ECONOMIA


Correios recorrem ao TST para tentar barrar greve de funcionários

Estatal pede que Tribunal considere paralisação abusiva e determine continuidade dos serviços durante impasse nas negociações

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

A direção dos Correios entrou com pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para que a greve dos funcionários da estatal seja considerada abusiva e os serviços sejam mantidos durante a paralisação. O movimento foi iniciado na noite de quinta-feira (10), após a categoria não chegar a um acordo sobre o reajuste salarial.

O TST já vinha tentando mediar as negociações entre os Correios e os trabalhadores, mas as tratativas não avançaram. Com o impasse, o reajuste salarial e as cláusulas sociais serão arbitrados pela corte.

A paralisação ocorre enquanto os Correios negociam com um grupo de bancos um empréstimo de R$ 7 bilhões, que faz parte do processo de reestruturação da estatal e deve contar com garantia do Tesouro Nacional. A direção teme que a greve afete a qualidade dos serviços e os planos da empresa.

A estatal informou que reforçou a operação para reduzir os impactos da paralisação e manter os serviços em todo o país. A rede de atendimento permanece aberta, enquanto empregados administrativos foram mobilizados para apoiar as atividades operacionais. Também foram adotados o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico.

Os Correios afirmaram ainda que atravessam uma situação econômico-financeira desafiadora e mantêm como prioridades a redução de despesas, o aumento da eficiência, a modernização da operação e a geração de novas receitas.

Para situações específicas, os clientes podem entrar em contato pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou pelos canais digitais de atendimento.

Segundo representantes do movimento sindical, houve avanço na negociação para um reajuste salarial de 4,35% a partir de agosto deste ano. O principal impasse, porém, permanece em outras reivindicações, especialmente em relação ao plano de saúde.

Com informações do jornal O Globo