BRASIL


Caixa impõe prazo para fim de greve e ameaça dissídio coletivo

Banco público apresenta proposta sobre plano de saúde com validade até esta sexta-feira

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal apresentou uma nova proposta aos bancários nesta quinta-feira (10) com ajustes no plano de saúde para encerrar a greve nacional da categoria. A instituição estipulou prazo até sexta-feira (11) para aceitação do texto antes de acionar a Justiça por meio dissidio coletivo.

O pacote formulado pela instituição inclui prêmio de R$ 3.000 por funcionário e a ampliação do teto de custeio do saúde Caixa de 6,5% para 8%. O cronograma prevê a quitação da Participação nos Lucros e resultados (PLR) no dia 18 de setembro.

As contribuições do plano de saúde variam entre 2,30% e 4,10% do salário-base com acréscimo de R$480 a R$660 por dependente, conforme a faixa etária. O impasse em torno do benefício motivou o fechamento de agências pelo país no primeiro dia do movimento.

A minuta será submetida ao julgamento dos trabalhadores em assembleia convocada para esta sexta-feira (11). Sobre alteração na postura da gestão, a presidente do sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro, declarou: “A Caixa alterou a proposta porque percebeu a forte insatisfação dos empregados e a força da mobilização da categoria”.

Durante a quinta-feira (10), os clientes que compareceram às unidades físicas encontraram avisos sobre a paralisação e acesso restrito aos caixas eletrônicos. No Banco do Brasil, a greve ocorre de forma parcial em determinados estados, sem prejuízo às atividades no estado de São Paulo.

Os bancos privados assinaram acordo com a representação dos trabalhadores na quarta-feira (9) após fixarem reajuste real de 0,6% acima da inflação. A divergência concentrou-se na gestão do plano de saúde nas instituições públicas.

A proposta da Caixa prevê a antecipação de parcelas de 13ª mensalidade dos anos de 2028, 2029 e 2030 para cobertura do déficit do Saúde Caixa. O plano engloba o repasse de valores do Programa de Assistência Médico-Supletiva (PAMS) a partir de 2027 e investimentos de R$ 236 milhões em ações preventivas.

A reestruturação do plano eleva o valor da consulta em pronto-socorro de R$ 75 para R$ 150 e reajusta o teto de coparticipação anual por grupo familiar de R$ 3.600 para R$ 4.800. O texto garante isenção para telemedicina e estabelece prazo de 90 dias para adesão de titulares ausentes.

Em nota, a Caixa informou que a manutenção de canais de diálogo com as entidades sindicais para construir entendimento entre as partes. A instituição orienta os clientes a utilizarem aplicativos móveis, internet banking, atendimento telefônico ou caixas eletrônicos durante a paralisação.