ELEIÇÕES


Master: ACM Neto diz que renunciaria a eventual mandato se comprovada irregularidade contra ele

"Eu nunca tive nenhuma relação com o Instituto de Previdência em nenhum lugar, nenhum contato", afirma candidato ao governo da Bahia

Foto: Eduardo Costa/MundoBA

 

O candidato do União Brasil ao governo da Bahia, ACM Neto, afirmou nesta quinta-feira (10) que “renunciaria na hora” a qualquer mandato caso seja comprovada alguma irregularidade contra ele no caso Master.

O ex-prefeito de Salvador é mencionado em uma das propostas de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro por ter supostamente recebido, juntamente com o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, 10% dos valores aportados no banco por institutos de previdência. Eles teriam articulado a favor do Banco Master junto aos institutos de previdência dos estados do Rio de Janeiro, do Amapá e do Amazonas. Com a articulação, o banco teria captado R$ 2 bilhões. Ambos rechaçam os relatos de Vorcaro.

“O que está aí nessa matéria é uma grande mentira, é um absurdo, é uma invenção, isso é uma peça de ficção. Eu nunca tive nenhuma relação com o Instituto de Previdência em nenhum lugar, nenhum contato, você não vai achar um contato meu, uma troca de mensagem minha, com ninguém de Instituto de Previdência”, disse ACM Neto em entrevista à Rádio Baiana FM.

“É uma oportunidade para eu aqui denunciar um crime eleitoral que está sendo cometido. Nós estamos a 24 dias de uma eleição. E aí, de repente, surge uma matéria que faz referência a uma suposta delação que não foi aceita. Tudo é suposto, né? Porque a gente nem sabe se isso é verdade. Mas que, supostamente, não foi aceita, porque a Procuradoria da República não identificou elementos concretos”, declarou ele.

ACM Neto classificou as acusações como “fantasiosas”.

“E, aliás, se você ler a matéria toda, no fim está lá bem claro que não foram apresentados nenhum elemento concreto, e por isso não foi aceita. E aí, faltando 24 dias, surgem delações apócrifas, relatórios da Polícia Federal apócrifos, pelo amor de Deus. Isso é um absurdo. É um crime eleitoral”, acrescentou.