POLÍTICA


AGU vai recorrer decisão de Mendonça que afastou Andrei da PF do cargo

Órgão usará argumento de que a ordem do ministro viola a competência do presidente da República para nomear o diretor-geral da corporação

Foto: Fellipe Sampaio /STF

 

A AGU (Advocacia-Geral da União) vai recorrer ainda nesta terça-feira (8) ao STF (Supremo Tribunal Federal) da decisão que afastou Andrei Passos Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. As informações são do Estadão/Broadcast.

De acordo com a publicação, o órgão vai argumentar que a ordem monocrática do ministro André Mendonça viola a competência privativa do presidente da República para nomear o diretor-geral da PF.

Mendonça também determinou o afastou o diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa. O ministro ordenou que a Corregedoria da PF abra procedimentos investigatórios de natureza penal e administrativo-disciplinar para apurar os “graves fatos identificados” na produção de relatórios de inteligência.

A decisão de Mendonça precisa ser confirmada pelos ministros da Segunda Turma do STF, em julgamento agendado para esta terça-feira, 8, no plenário virtual. Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques já formaram maioria e acompanharam a posição do relator, mas o ministro Gilmar Mendes pediu vista e suspendeu a votação. Resta o voto de Dias Toffoli.

Na última quinta (3), dois dias após Mendonça levantar o sigilo das investigações sobre a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, Moraes divulgou trechos de um relatório de inteligência da Polícia Federal que afirma que André Mendonça “denota interesse no início de investigação formal” sobre o Banco Master e o escândalo do INSS.

Sem valor probatório, o relatório diz haver “quadro indicativo de que André Mendonça adota posturas muito diferentes” diante de suspeitas envolvendo Dias Toffoli e Nunes Marques, em comparação com Alexandre de Moraes, “apresentando discurso de defesa quanto aos dois primeiros”.