ELEIÇÕES


Rui Costa minimiza empate entre Jerônimo e ACM Neto e diz desconfiar de ética de pesquisas

Levantamento AtlasIntel divulgado nesta quinta (3) mostra o candidato do União Brasil com 48,8% das intenções de voto, contra 47,5% do petista, que busca a reeleição

Foto: Erickson Araújo/Assessoria/Rui Costa

 

O ex-ministro e candidato ao Senado Rui Costa (PT) afirmou nesta quinta-feira (3) desconfiar da legitimidade ética de pesquisas ao minimizar novo levantamento AtlasIntel no qual o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) soma 48,8% das intenções, contra 47,5% de Jerônimo Rodrigues (PT), em simulação de primeiro turno das eleições deste ano. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.

Sem mencionar nomes de institutos, o petista repetiu o discurso de que pesquisas são uma “fotografia do momento”.

“Algumas são tão distorcidas que eu fico desconfiando da legitimidade ética da pesquisa. Mas a maioria tem ficado nesses números: ou é dois para cá, ou é dois para lá. Um ganha por um ponto, o outro ganha por dois pontos, para lá, para cá. Essa é a média, e a maioria das pesquisas está dando isso. Tem uma ou duas aí que estão diferentes, o que me faz levantar suspeita ética sobre essas pesquisas”, disse Rui Costa, que lidera a corrida ao Senado na dobradinha com Jaques Wagner.

As declarações foram dadas em entrevista à Rádio Baiana FM.

Em uma simulação de segundo turno, ACM Neto e Jerônimo também aparecem tecnicamente empatados, respectivamente, com 49,2% e 48,6%.

Ao relativizar os números, Rui Costa comparou a disputa eleitoral a uma partida de futebol. “Vou falar do Bahia da semana passada, que o Bahia ganhou de 3 a 2 do Inter. Se alguém fizesse uma fotografia do placar quando o Inter tava 1 a 0, alguém ia dizer: ‘O Bahia vai perder o jogo’, não é? Faz uma foto do placar ali, 1 a 0. Ali é como se fosse uma pesquisa: é a fotografia do momento. E o Bahia ganhou de 3 a 2”, comparou.

Em sua avaliação, a eleição só será definida no dia da votação. “A fotografia que interessa, que vale, é a fotografia do dia da eleição, que o eleitor vai para a urna. Essa é a fotografia que vale, que é a final”, disse o ex-ministro de Lula.

O petista também afirmou que a campanha não pode se concentrar excessivamente em pesquisas, mas disse ver seus resultados como estímulo para corrigir estratégias.