ELEIÇÕES


ACM Neto pedirá investigação por crime eleitoral após divulgação de outdoors sobre ponte

Candidato do União Brasil disse que acionará consórcio responsável por obra nas esferas eleitoral e criminal até esta sexta-feira (14)

Foto: Assessoria/ACM Neto

 

O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) disse nesta quinta-feira (13) que ajuizará ações para apuração de suposto crime por propaganda antecipada após o consórcio responsável pela ponte Salvador-Itaparica veicular outdoors relacionados ao empreendimento. Segundo ele, medidas nas esferas eleitoral e criminal deverão ser apresentadas até esta sexta-feira (14).

De acordo com ACM Neto, as peças publicitárias apresentam fotografias e elementos visuais semelhantes aos utilizados anteriormente pelo governo Jerônimo Rodrigues (PT) na divulgação do projeto e questionou a veiculação do material antes do período eleitoral —pela legislação, a divulgação desse tipo de conteúdo só será permitida a partir do próximo domingo (16).

“Eu queria denunciar um crime eleitoral que está sendo cometido pelo consórcio em relação à ponte. Nós vamos dar entrada até amanhã com diversas medidas legais e policiais contra essa propaganda. Vocês podem ver que até as fotos se parecem com a propaganda que era feita pelo governo do Estado. Nós estamos num período em que é vedado qualquer tipo de propaganda sobre obras públicas”, disse o ex-prefeito em entrevista à imprensa em um evento na Alba (Assembleia Legislativa).

Um dos outdoors questionados diz que “mais do que uma ponte: vem aí um sistema rodoviário com 46 km”. E acrescenta: “É extraordinário. É real. É agora”.

ACM Neto também levanta dúvidas sobre quem financia as peças publicitárias e afirmou que a despesa acaba sendo paga pelos contribuintes. Para o ex-prefeito de Salvador, a divulgação promovida pelo consórcio pode influenciar a opinião dos eleitores.

“Veja o absurdo. Quem está pagando essa conta? Essa conta está sendo paga pelos baianos, pelos contribuintes. Então o consórcio inclusive mostra um viés de ação eleitoral, de tentar intervir no processo eleitoral, o que é gravíssimo. Não tem uma estaca batida e a cidade está cheia de outdoor e eles estão gastando rios de dinheiro que é do contribuinte, e eu quero que o consórcio se manifeste porque nós vamos pedir, se necessário, investigação criminal para entender o que está por trás disso”, declarou.

Em uma sabatina promovida pela Rede Bahia, ACM Neto que, caso seja eleito governador da Bahia, criará um grupo de trabalho para abrir o que chamou de “caixa-preta” da ponte Salvador-Itaparica. Segundo ele, a medida se justifica pelo fato de que, 20 anos após o anúncio da obra, quase R$ 1 bilhão já foi consumido sem uma “estaca batida”. O custo total do megaprojeto chega a R$ 11,6 bilhões.

“Tem caixa preta, vamos ser sinceros, porque já se gastou quase R$ 1 bilhão, chega depois de 20 anos, precisa mudar o projeto. Então tem caixa-preta”, disse ele.