ECONOMIA


Inflação ao produtor da China desacelera para 3,5% em julho, menor nível em três meses

Preços ao consumidor também apresentam recuo diante do alívio nos custos globais de energia

Foto: Pixabay/glaborde7

A inflação ao produtor na China desacelerou para 3,5% em julho, resultado abaixo da alta de 3,8% projetada por economistas em pesquisa da Reuters. Preços ao consumidor também registraram moderação, segundo os dados oficiais divulgados neste domingo (9), à medida que os custos globais de energia recuaram, apesar do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Divulgado pelo Departamento Nacional de Estatísticas, o indicador de preços ao produtor registrou o menor nível de alta em três meses, após a taxa de 4,1% observada em junho. Já no IPC (índice de preços ao consumidor) básico, que exclui custos voláteis de alimentos e energia, houve alta de 0,9% na comparação anual, enquanto os preços dos alimentos caíram 1,5%. Na variação mensal, a inflação ao consumidor recuou 0,1%, em contraste com a expectativa de aumento de 0,2% e após a queda de 0,3% em junho.

Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management, afirmou que a desaceleração da inflação está em linha com outros dados de atividade, como o índice PMI. “O ímpeto econômico enfraqueceu no segundo trimestre”, declarou Zhang.

De acordo com a agência de estatísticas, aumentos nos setores de mineração e matérias-primas impulsionaram os valores cobrados ao produtor. Em contrapartida, preços de alimentos e bens de consumo diário apresentaram queda.

Impactos decorrentes da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã e do fechamento do Estreito de Ormuz, importante rota de passagem de petróleo e gás, elevaram os preços ao produtor e ajudaram a reverter a sequência deflacionária de anos na China.

Medidas do governo para conter disputas de preços nos principais setores industriais e estabilizar as cotações alcançaram, até o momento, efeitos limitados. Com a demanda das famílias por bens ainda reprimida pela queda no mercado imobiliário e pela baixa segurança no emprego, pressões deflacionárias provavelmente permaneceram, afirmam economistas.