SALVADOR


Mais de 100 pessoas se reúnem em Salvador para construir uma agenda de esporte diverso e inclusivo

A atividade foi promovida pela ORN (Orgulho Rubro-Negro), torcida organizada LGBT do Esporte Clube Vitória, em parceria com LGBtricolor, Tietas FC e Dendê FC

Foto: Reprodução/Assessoria

 

Mais de 100 pessoas participaram, na noite desta terça-feira (28), do encontro LGBT+Esporte, na Arena Real Brasil, no Shopping da Bahia. A atividade foi promovida pela ORN (Orgulho Rubro-Negro), torcida organizada LGBT do Esporte Clube Vitória, em parceria com LGBtricolor, Tietas FC e Dendê FC, e reuniu coletivos, torcedoras e torcedores LGBT+ e representantes políticas em torno de uma pergunta comum: o que é preciso para que o esporte baiano seja um espaço de todas as pessoas.

O encontro começou com uma mediação que apresentou a dinâmica da noite e as pessoas responsáveis por cada um dos coletivos organizadores. Em seguida, cada organização ocupou o espaço de fala para contar a própria história — como surgiu, como se mantém e o que precisa para se fortalecer. Foram relatos sobre a construção cotidiana de torcidas e times LGBT+ na capital, um trabalho sustentado com recursos próprios e articulação comunitária.

A programação abriu também um espaço para falas individuais. Pessoas da comunidade que não integram coletivos puderam se inscrever, apresentar suas vivências e propor ideias que somam à construção do debate sobre esporte diverso e inclusivo. As proposições apresentadas serão sistematizadas e devolvidas às organizações participantes.

Estiveram presentes a vereadora de Salvador Marta Rodrigues e as pré-candidatas Rowenna Brito e Maria Marighella, que participaram em espaço de escuta das demandas apresentadas, em diálogo direto com a comunidade e com os coletivos organizadores.

“Mais de cem pessoas atravessaram a cidade numa terça à noite para falar de esporte. Isso já responde qualquer dúvida sobre se existe demanda. Saímos daqui com proposta na mão e com a certeza de que essa articulação não termina hoje”, afirmou Jener Mendes, diretor da ORN

Encerrado o momento de debate, a noite seguiu para o esporte praticado. Baba e baleado aconteceram simultaneamente, em uma versão própria do clássico BaVi — com torcedoras e torcedores de Bahia e Vitória dividindo a mesma quadra e fechando o encontro no campo, e não apenas na conversa.