ELEIÇÕES


PT estuda ação para pedir inelegibilidade de Flávio Bolsonaro após ataques às urnas

Partido avalia recorrer ao TSE com base em episódio envolvendo diplomatas, semelhante ao que tornou Jair Bolsonaro (PL) inelegível até 2030

Foto: Reprodução/CNN Brasil

 

O Partido dos Trabalhadores (PT) estuda entrar com uma ação para deixar inelegível o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por conta dos ataques feitos por ele às urnas eletrônicas brasileiras e reunião com diplomatas. A informação é do jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil.

A ação seria a mesma que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível em 2023. Na época, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu que ficou reconhecida a prática de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante reunião realizada no Palácio da Alvorada com embaixadores estrangeiros, no dia 18 de julho de 2022, na qual ele também atacou o sistema eletrônico de votação.

Flávio Bolsonaro esteve em um evento com embaixadores de diversos países em Brasília na terça-feira (22). Na ocasião, o senador questionou a segurança das urnas eletrônicas e citou dados sobre o sistema brasileiro já desmentidos pela Justiça Eleitoral.

O presidenciável também solicitou o envio da “maior quantidade de observadores” para as eleições de outubro deste ano.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse que as falas de Flávio se assemelham com o posicionamento que deixou Jair inelegível.

“Flávio Bolsonaro prova que tem a mesma cultura golpista do pai, Jair Bolsonaro, e adota os mesmos métodos utilizados nas eleições de 2022. O senador reuniu diplomatas internacionais para questionar as urnas eletrônicas e, por consequência, o sistema eleitoral brasileiro, pelo qual ele foi eleito parlamentar por diversas vezes, bem como seus familiares”, disse Edinho em nota.

“Não podemos tolerar a desinformação e as fake news contra o nosso sistema de votação por um pré-candidato à Presidência da República. O Partido dos Trabalhadores avalia as medidas judiciais cabíveis e reitera que está ao lado da democracia e em defesa das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro, em respeito aos 158 milhões de eleitores e a toda a população do nosso país”, declarou.