POLÍTICA


Vídeo: Flávio Bolsonaro propõe manter Bolsa Família para beneficiários que conseguirem emprego formal

Segundo o pré-candidato à Presidência, a medida daria mais segurança para quem busca ingressar no mercado formal

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

 

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), defendeu que beneficiários do Bolsa Família não percam o auxílio ao conseguirem um emprego com carteira assinada. A proposta foi apresentada durante conversa no Centro de Treinamento (CT) e rapidamente repercutiu nas redes sociais, ao levantar o debate sobre a relação entre o programa social e o trabalho formal.

Segundo o parlamentar, a medida ajudaria a reduzir o receio de beneficiários que evitam vínculos formais por medo de perder a renda garantida pelo programa.

“Se você recebe Bolsa Família e conseguir um emprego de carteira assinada, você não vai perder o Bolsa Família. O cara vai pensar: ‘Posso trabalhar com carteira assinada ou posso abrir a minha microempresa que eu não vou perder o Bolsa Família. Se der errado a minha empresa ou eu for demitido, eu posso voltar com garantia e segurança'”, afirmou.

Flávio também rebateu a ideia de que a maioria dos beneficiários do programa não trabalha. De acordo com ele, grande parte exerce atividades na informalidade para não perder o benefício.

“Setenta por cento de quem recebe Bolsa Família hoje trabalha. A maioria trabalha, mas trabalha informalmente porque, se assinar a carteira, perde o benefício”, declarou.

Além da manutenção temporária do Bolsa Família para trabalhadores formais, o senador sugeriu a criação de mecanismos para incentivar a autonomia financeira dos beneficiários. Entre as propostas citadas estão um sistema de recompensas por economia de parte do benefício, bônus para quem concluir cursos de alfabetização ou qualificação profissional, incentivo à formalização como microempreendedor individual (MEI) e acesso facilitado ao microcrédito para abertura de pequenos negócios.

Para Flávio Bolsonaro, o objetivo seria reduzir gradualmente a dependência de programas sociais por meio da inserção no mercado de trabalho e do estímulo ao empreendedorismo.

“Meu sonho é terminar um governo fazendo com que menos pessoas dependam de político para ter o que comer. Isso é independência, liberdade e autonomia”, concluiu.

 

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