ENTRETENIMENTO


Defesa de Virginia reage a processo milionário e rebate MP: ‘Presunções e ilações’ 

Influenciadora é alvo de ação que pede R$ 120 milhões em indenização por suposta publicidade enganosa envolvendo a Blaze  

Foto Instagram/@virginia

A empresária Virginia Fonseca se pronunciou por meio de sua defesa após ser alvo de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O órgão pede que a influenciadora e a casa de apostas Blaze sejam condenadas ao pagamento de, no mínimo, R$ 120 milhões por danos morais coletivos. 

Em nota divulgada nesta quinta-feira (9), os advogados da apresentadora negaram as acusações e afirmaram que a ação está baseada em “presunções e ilações”, sem a conclusão das apurações consideradas necessárias para esclarecer o caso. 

“A responsabilização civil deve estar amparada em provas concretas, e não em presunções ou ilações decorrentes da condição de pessoa pública da influenciadora”, destacou a defesa. 

A ação foi protocolada no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e tem como base a atuação de Virginia na divulgação da Blaze. Segundo o promotor de Justiça Paulo Roberto Binicheski, responsável pelo processo, a influenciadora teria desempenhado papel fundamental na captação de apostadores para a plataforma. 

Na petição, o MPDFT argumenta que influenciadores digitais possuem forte capacidade de persuadir seus seguidores, transformando recomendações publicitárias em verdadeiros “selos de aprovação”. Para o órgão, essa relação de confiança pode influenciar diretamente as decisões dos consumidores. 

A defesa, por outro lado, ressaltou que ainda existem diligências em andamento, incluindo a análise de contratos e documentos que ajudariam a esclarecer detalhes sobre a relação comercial entre Virginia e a empresa de apostas. 

Os advogados também criticaram a decisão do Ministério Público de ingressar com a ação antes da conclusão das investigações. Segundo a nota, informações pendentes são essenciais para definir a natureza do vínculo contratual, a forma de remuneração e os limites da participação da influenciadora nas campanhas publicitárias. 

Por fim, a equipe jurídica de Virginia negou qualquer envolvimento em práticas irregulares e afirmou confiar no Judiciário para a análise do caso. O processo tramita na 7ª Vara Cível de Brasília e ainda não teve decisão.