ELEIÇÕES


Rui diz que ACM Neto adotou bolsonarismo e fala em contratação de militância para agredir Jerônimo

Ex-ministro refere-se ao episódio no Dois de Julho no qual uma mulher colocou o braço ao redor do pescoço do governador e o provocou

Fotos: Diego Mascarenhas/Assessoria

 

O ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta terça-feira (7) que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e aliados adotaram a cartilha do bolsonarismo na Bahia, com o que chamou de política de fake news e agressões. Ele se refere ao episódio no cortejo do Dois de Julho no qual uma mulher colocou o braço ao redor do pescoço do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o provocou ao dizer que “seu sorriso vai acabar em outubro”. Jerônimo imaginou se tratar do abraço de uma apoiadora, mas a afastou em seguida.

“O que a gente viu no Dois de Julho é o que estamos vendo no país desde que cassaram a Dilma. Substituiu-se o debate de conteúdo, de mérito e de propostas por agressões, fake news e pela contratação de gente para bater, xingar e provocar. Isso começou com Dilma e se ampliou com o bolsonarismo, que foi integralmente abraçado por setores da Bahia que apoiam Bolsonaro e o filho dele”, declarou Rui Costa em entrevista à Baiana FM, ao criticar o que classificou como “violência” durante o desfile cívico.

Ao chegar ao evento, o ex-líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), também foi alvo de hostilidades, ao ser recebido com vaias e cartazes fazendo referência ao escândalo do Banco Master, no qual passou a ser suspeito de envolvimento — o que ele nega.

Alvo de operação da Polícia Federal por supostamente ter atuado em favor da instituição financeira de Daniel Vorcaro, o senador minimizou as manifestações e disse que o coro direcionado a ele foi uma “guerra de torcidas natural” em ano de eleição.

Ex-governador e pré-candidato ao Senado, Rui Costa afirmou que, apesar de o Dois de Julho ser um termômetro político em ano eleitoral, não deveria ser marcado pela contratação de militantes nem pela produção de cartazes e estandartes para ofender opositores.