POLÍTICA


Jerônimo rebate a críticas de Zé Ronaldo sobre regulação: ‘Não aprendi a fazer política cuspindo no prato’

Governador rebateu declaração do prefeito de Feira de Santana sobre a "fila da morte", afirmou que foi surpreendido pelas críticas e cobrou a construção de um hospital municipal na cidade

Foto: Reprodução/Flickr/Jerônimo Rodrigues

 

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) rebateu neste domingo (5) as declarações do prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União Brasil), sobre a fila da regulação na Bahia.

Durante um discurso na última semana, o gestor feirense afirmou que uma mudança na gestão estadual serviria para acabar com a “fila da morte”, se referindo a problemas na regulação por parte do Estado.

“É acabar com essa fila da morte. É trazer segurança pra gente, pra todos nós. Nós precisamos de segurança, nós precisamos de saúde, nós precisamos de tudo isso. Pessoas que eu vejo, muitas pessoas que não votaram com Neto em 22, hoje afirmam espontaneamente que vão votar com Neto. Há realmente um cheiro de mudança, um desejo de mudança”, disse Zé Ronaldo.

Jerônimo afirmou ter ficado surpreendido com as declarações. Segundo ele, os dois mantiveram diálogos nos últimos anos, com o assunto nunca sendo tratado desta forma e que o prefeito “cuspiu no prato em que comeu”.

“Ele conversou comigo durante um ano e meio e nunca tratou dessa forma, nunca. Então, não dá para a gente ter duas motivações de relacionamento”, disse Jerônimo ao ser questionado por jornalistas antes da edição do Programa de Governo Participativo (PGP) em Ribeira do Pombal.

“É só a forma de relacionamento. Eu aprendi isso em casa: quando o negócio não dá, vamos fazer as coisas com a delicadeza que o tempo exige. Mas a gente não pode ficar uma hora sentado na mesa e depois cuspir no prato. Dessa forma eu não concordo, eu não aprendi e não vou fazer política dessa forma”, disse o petista.

O governador também fez críticas à gestão de Zé Ronaldo em Feira, afirmando que o município não tem hospital municipal.

“Feira de Santana é a maior cidade do interior da Bahia, e Feira de Santana não tem hospital municipal. Então, como é que uma pessoa, um grupo que nunca fez um hospital, abre a boca agora para dizer isso?”, disse o governador.

Segundo o petista, ele chegou a procurar o prefeito de Feira de Santana para tratar de um auxílio do governo do Estado para a construção de uma unidade municipal de saúde.

“Eu perguntei: prefeito, o senhor tem terreno? Caso os terrenos do Governo do Estado tenham disponibilidade, podemos usar o terreno ou desapropriar um. Depois perguntei: o dinheiro o senhor tem todo? Posso ajudar de alguma forma, com um percentual do investimento para construir esse hospital municipal? E depois com equipamentos, depois contratualizar serviços. Então, a gente não fica jogando uma hora de uma forma e outra hora de outra”, afirmou.

 

 

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