ELEIÇÕES


Alvo da PF no caso Master, Wagner diz que vaia no 2 de Julho foi ‘guerra de torcida’ natural

Ex-líder do governo Lula no Senado foi recebido no cortejo com cartazes em referência ao escândalo do banco de Daniel Vorcaro

Foto: Eduardo Costa/MundoBA

 

O ex-líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), minimizou as vaias que recebeu durante o cortejo do Dois de Julho, na quinta-feira, quando foi recebido com cartazes fazendo referência ao escândalo do Banco Master, no qual passou a ser suspeito de envolvimento — o que ele nega. Alvo de operação da Polícia Federal por supostamente ter atuado em favor da instituição financeira de Daniel Vorcaro, o senador disse que o coro direcionado a ele foi uma “guerra de torcidas natural” em ano de eleição.

“Na verdade, o Dois de Julho, no ano eleitoral, sempre fica uma guerra de torcidas. Então é natural. Uma vaia daqui, um aplauso dali. Eu acho que é o normal. O Dois de Julho pra mim é maior do que isso tudo. Ainda mais esse ano, que ele virou uma referência nacional com a sanção pelo presidente Lula, da transferência da capital do Brasil para Salvador. Agora a guerra política é guerra política. São as torcidas organizadas que vão pra campo. Uma xinga daqui, outra xinga de lá. Eu prefiro preservar o Dois de Julho, mas, pra mim, é o normal do que acontece todo ano no ano eleitoral”, disse o senador.

Ele deu as declarações em uma agenda com o governador Jerônimo Rodrigues no bairro .

Durante o cortejo cívico da data máxima da Bahia, manifestantes exibiram cartazes com a frase “Jaques do Master”, em referência à investigação da PF que apura a atuação do senador a favor dos interesses do banco de Daniel Vorcaro.

Presente ao evento nos últimos anos, o presidente Lula não participou do desfile neste ano. Aliados afirmam que a ausência ocorreu por recomendação médica, dois meses após o petista passar por uma cirurgia para retirada de um câncer no couro cabeludo. Adversários, porém, dizem que a decisão buscou evitar uma aparição ao lado de Jaques Wagner e impedir que a exposição conjunta fosse explorada politicamente.