POLÍTICA


Aladilce critica ausência de Flávio Bolsonaro no 2 de Julho: ‘Não merece título de cidadão de Salvador’

Vereadora disse ao MundoBA que bancada de oposição na Câmara Municipal pediu que honraria seja revogada

Foto: Jorge Jesus/ MundoBA

 

A vereadora de Salvador Aladilce Souza (PCdoB) criticou nesta quinta-feira (2) a ausência do senador e pré-candidato a presidente da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, no tradicional cortejo do 2 de Julho que aconteceu na capital baiana.

Segundo Aladilce, não há motivos para Flávio Bolsonaro ser agraciado com o título de cidadão de Salvador, honraria que foi aprovada recentemente pela Câmara Municipal.

“Eu acho que o filho do Bolsonaro, que quer ser candidato a presidente da República, está meio envergonhado de vir aqui, acho que porque essa data é uma data onde o povo faz a crítica, né? Ele não tem porque ser cidadão de Salvador. E com certeza já tem uma reação muito grande. Nós votamos contra, nós pedimos, inclusive nossa bancada, que seja revogado esse título, porque ele não tem nenhum serviço prestado aqui, pelo contrário. Ele e a família dele sempre tacharam os nordestinos de burros, de ignorantes, então nós não temos por que homenagear uma figura como essa”, disse a vereadora ao MundoBA.

Aladilce ainda lembrou nomes de lideranças importantes para a independência da Bahia como Maria Quitéria e Maria Felipe.

“A independência do Brasil, que se deu aqui na Bahia, foi um ato de mulheres. Então, a independência do Brasil é feminina. A gente tem que homenagear Maria Quitéria, Soror Angélica, Maria Felipa e muitas outras lideranças anônimas, mas que são lideranças femininas a história mostra. Aqui mesmo em Abrantes temos um, um destacamento que foi chefiado por mulheres, então a independência do Brasil na Bahia é feminina. E não aquela coisa de um europeu levantar as espadas às margens do Ipiranga e sair. É um mito que a gente precisa apagar, por isso é importante reforçar, valorizar, fortalecer essa data que é genuinamente a data da independência do Brasil popular, feita por indígenas, caboclos, liderados por mulheres”, declarou.