SALVADOR


Assassinatos de Paulo Colombiano e esposa completam 16 anos nesta segunda-feira (29); acusados respondem em liberdade

Rodoviários vão se reunir no Campo da Pólvora para cobrar julgamento dos acusados pelas mortes ocorridas em 2010

Foto: Reprodução/TV Bahia

 

Os assassinatos do ex-tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, Paulo Colombiano, e de sua esposa, Catarina Galindo, completam 16 anos nesta segunda-feira (29). Para marcar a data, rodoviários promoverão uma manifestação em Salvador cobrando justiça e a realização do julgamento dos acusados, que respondem ao processo em liberdade.

A mobilização será realizada a partir das 9h, no Campo da Pólvora, em Nazaré. A categoria reivindica o avanço do processo e a responsabilização dos envolvidos no crime.

Segundo as investigações, Paulo Colombiano passou a questionar a gestão de recursos do sindicato após identificar supostas irregularidades envolvendo a empresa de assistência médica Mastermed. O ex-tesoureiro defendia a revisão do contrato firmado com a operadora, que pertencia aos empresários apontados como mandantes do crime.

De acordo com a Polícia Civil e com o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), os irmãos Claudemiro César Ferreira Santana e Cássio Antônio Santana são acusados de ordenar o assassinato do casal. Outros três homens, identificados como Edilson Duarte de Araújo, Adailton de Jesus e Wagner Luiz Lopes, são apontados como executores.

Os cinco denunciados chegaram a ser presos em 2012, mas atualmente respondem ao processo em liberdade enquanto aguardam julgamento.

Relembre o caso

Paulo Colombiano e Catarina Galindo foram mortos na noite de 29 de junho de 2010, quando chegavam à residência onde moravam, no bairro de Brotas. O veículo em que o casal estava foi atingido por diversos disparos de arma de fogo.

Conforme o processo, Colombiano teria identificado inconsistências financeiras relacionadas ao contrato entre o sindicato e a Mastermed. Entre os apontamentos, consta que a empresa recebeu cerca de R$ 106 milhões da entidade, sendo aproximadamente R$ 35 milhões destinados a taxas administrativas.

O ex-tesoureiro também teria encontrado pendências junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e à Receita Federal, além de questionar despesas realizadas pela diretoria sindical.