JUSTIÇA


Defesa alega agravamento da saúde de Deolane Bezerra e pede liberdade ao STJ  

Influenciadora presa desde maio teria apresentado crise de pânico e problemas de pressão arterial, segundo relato de seus advogados. 

Foto: Eduardo Martins/Brazil News.-

A advogada Deolane Bezerra, presa preventivamente desde 21 de maio, estaria enfrentando complicações de saúde dentro da unidade prisional onde está detida. As informações foram divulgadas pela jornalista Patrícia Calderon no programa ‘Além da Notícia’ e fazem parte de um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da influenciadora. 

De acordo com os advogados, Deolane sofreu uma crise de pânico, condição para a qual já possuía diagnóstico anterior, e também vem apresentando alterações na pressão arterial. A defesa afirma ainda que ela teria interrompido a alimentação, alegando que a água e os alimentos fornecidos no presídio não estariam em condições adequadas para consumo. 

O caso será analisado nesta terça-feira (9) pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os representantes da influenciadora tentam reverter a prisão preventiva sob o argumento de que não há elementos concretos que indiquem riscos à ordem pública ou à condução das investigações. O julgamento contará também com a participação do promotor Arthur Pinto de Lemos Junior. 

O novo recurso foi protocolado após uma negativa anterior do presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, em decisão publicada no dia 28 de maio. Na ocasião, o magistrado entendeu que não havia circunstâncias excepcionais que justificassem a intervenção imediata da Corte antes da análise completa pelas instâncias inferiores. 

Segundo o ministro, o processo deveria seguir seu curso normal no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) antes de eventual apreciação pelo STJ. 

Entenda as investigações 

Deolane Bezerra foi presa durante uma operação conjunta da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público. As investigações apuram uma suposta participação da influenciadora em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). 

As autoridades apontam que a advogada teria mantido relações financeiras com pessoas investigadas por envolvimento com a facção criminosa. Entre elas está Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado pelos investigadores como operador financeiro do grupo. 

De acordo com a polícia, uma empresa de transportes ligada a Everton teria realizado pagamentos à influenciadora. A defesa sustenta que os valores recebidos, incluindo transferências identificadas em 2020, foram referentes exclusivamente à prestação de serviços advocatícios. 

As investigações também analisam movimentações financeiras atribuídas a Deolane e a empresas ligadas a ela. Os investigadores apontam depósitos em espécie e transações consideradas atípicas, enquanto os advogados da influenciadora afirmam que os recursos têm origem em atividades profissionais legalmente exercidas. 

Além das questões financeiras, os autos mencionam a relação pessoal entre Deolane e Everton de Souza, incluindo um contrato de aluguel de imóvel e a presença do investigado em eventos familiares da influenciadora. A defesa nega qualquer vínculo com atividades criminosas e afirma que irá comprovar a legalidade de todas as operações questionadas.