ECONOMIA


Bahia será QG da Windey na América Latina, diz CEO de chinesa que se instalará em Camaçari

Fabricante de equipamentos para energia renovável prevê investimento de R$ 100 milhões nos próximos 5 anos

Foto: Eduardo Costa/MundoBA

 

O CEO da chinesa Windey Energy no Brasil, Ricardo Galvão, afirmou nesta terça-feira (9) que a Bahia reúne todo o ecossistema para ser o quartel-general da empresa na América Latina e abrigar a primeira fábrica de sistemas de armazenamento de energia em baterias do país. Ele deu a declaração durante evento de lançamento da pedra fundamental da companhia, que será instalada no polo industrial de Camaçari, cidade da região metropolitana de Salvador.

Segundo Galvão, o estado do Piauí também despontava como favorito para abrigar a planta da Windey, que prevê investimento de R$ 100 milhões nos próximos cinco anos — dos quais cerca de R$ 30 milhões já no primeiro ano de implantação da fábrica, que está entre as maiores fabricantes mundiais de equipamentos para energia renovável.

“Nós assinamos esse acordo lá na China, mais ou menos 1 ano e meio atrás, com o presidente Lula presente, e ele até brincou comigo, falou assim: ‘Olha, você tem um desafio: ou a Bahia ou o Piauí’, porque os dois governadores estavam lá. Meu coração já tinha decidido, porque sou baiano, e já tinha decidido que seria aqui. Mas é óbvio que a gente precisava mais do que isso. A gente precisava buscar a competência que a Bahia tem e todo esse ecossistema que fez a gente trazer essa fábrica para a Bahia”, declarou.

De acordo com Galvão, a expectativa é que a unidade alcance um quadro de 70 a 120 funcionários diretos à medida que a operação for ampliada.

Ele explicou que a Bahia possui estrutura de inovação e pesquisa, o que, em sua avaliação, permitirá à Windey atuar de forma articulada com instituições locais para viabilizar o empreendimento.

“Nós conseguimos aqui reunir uma série de coisas. O apoio do governo, os incentivos que nós vamos ter, Camaçari. O nosso quartel-general não só servirá para a Bahia, servirá para o Brasil. Mas é o nosso quartel-general agora para toda a América Latina.”

“A gente consegue aqui na Bahia reunir um ecossistema que vai desde o Cimatec, da CNI. Nossa sede está hoje instalada dentro do Senai Cimatec, que abriu os braços para nossa empresa. Nós estamos com o centro de pesquisa e desenvolvimento lá. Então isso começou com essa parceria com o Senai Cimatec, com a Fieb [Federação das Indústrias do Estado da Bahia], com a CNI [Confederação Nacional da Indústria], e depois nós fomos até a China”, afirmou Galvão.

 

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